Para quem não se identifica com um SUV, mas valoriza um bom espaço interior, conforto e um porta-bagagens generoso, sobram cada vez menos opções. Com o desaparecimento gradual de berlinas compactas acessíveis, como o Seat Córdoba ou o Renault Megane de três volumes, o Slavia representa exatamente o tipo de berlina prática, bem equipada e acessível que tantas famílias portuguesas continuam a pedir – mesmo que, por enquanto, tenha de ficar apenas no campo das boas intenções. Tudo porque a Skoda não confirmou a venda deste modelo na Europa (o foco continua a ser a Índia e outros mercados emergentes)…
O sedan do Fabia com dimensões de Octavia
O Skoda Slavia não é propriamente uma novidade – foi apresentado em 2021 –, mas acaba de receber um restyling de meio de ciclo que o torna mais apelativo do que nunca. Derivado da plataforma do Fabia, o Slavia cresce até aos 4,54 metros de comprimento e apresenta uma distância entre eixos de 2,65 metros, um valor muito próximo do do Octavia. Isto traduz-se num habitáculo surpreendentemente amplo para um carro do seu segmento.
A bagageira é outro dos seus trunfos: são 521 litros de capacidade, um número que coloca o Slavia acima de muitos SUV compactos. A única ressalva é que, ao contrário do Octavia, não tem porta traseira do tipo liftback – é uma berlina tradicional de quatro portas.
Motores sem eletrificação, mas com eficiência
A gama mecânica mantém-se fiel aos motores a gasolina TSI, sem qualquer eletrificação. As opções são duas: o 1.0 TSI de 110 CV, que está disponível com caixa manual de 6 velocidades ou automática DSG de 7 relações; e o 1.5 TSI de 150 CV, reservado para os níveis de equipamento Prestige e Monte Carlo, sempre associado à transmissão DSG e com sistema de desativação de cilindros para poupar combustível em condução mais suave.





















