As matrículas automóveis de julho revelaram um desempenho negativo da Tesla na maioria dos mercados europeus, com exceção feita à França e Dinamarca que destacaram‑se com subidas robustas, mas o panorama geral foi marcado por recuos significativos em vários países-chave.
Segundo dados da associação francesa PFA e do portal dinamarquês bilstatistik.dk, as matrículas da Tesla — indicador direto da evolução das vendas — subiram 86% em França e 52% na Dinamarca face ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, o contraste com o restante continente foi evidente: Noruega (-97%), Suécia (-60%), Espanha (-81%), Portugal (-69%) e Itália (-77%) registaram quedas abruptas, de acordo com os dados divulgados.
Os analistas contactados pela “Reuters”, já explicaram que a pesar deste desempenho irregular da marca norte‑americana, o mercado europeu de veículos elétricos manteve-se globalmente sólido em julho, apoiado por incentivos governamentais em França e pela expansão contínua dos BEV em mercados como a Dinamarca, e que a queda abrupta na Noruega — tradicionalmente um dos mercados mais fortes para veículos elétricos — não deverá ser interpretada como tendência estrutural.
Recorde-se que nos últimos meses a Tesla tem vindo a recuperar terreno na Europa, após dois anos consecutivos de recuos, beneficiando de comparações mais favoráveis, preços elevados dos combustíveis, incentivos públicos e maior interesse dos consumidores por veículos totalmente elétricos.
Além disso, a marca de Elon Musk reportou em julho entregas recorde no segundo trimestre, superando as previsões dos analistas, impulsionada pela recuperação europeia.
Resta agora conhecer os dados de matrículas de novos modelos no mês de julho no Reino Unido e na Alemanha, os dois maiores mercados automóveis da Europa, serão divulgados ainda esta semana e que deverão clarificar se julho representa um travão para as vendas da Tesla nos mercados europeus.
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