O Grupo Volkswagen está a preparar a maior reestruturação da história e metade dos modelos vai desaparecer nos próximos quatro anos. A decisão, revelada pelo Conselho Executivo, prevê uma redução de 75% na complexidade atual — menos versões, menos motores, menos pacotes de equipamento. O objetivo é simplificar a produção e concentrar recursos nos modelos que realmente dão lucro.
As vítimas confirmadas
Enquanto os best-sellers como o Polo, Golf, T-Roc e Tiguan estão seguros, várias outras propostas estão com os dias contados. Modelos como o Taigo (demasiado parecido com o T-Cross), o T-Roc Cabriolet e o ID.5 estão em risco. O ID. Buzz, que não cumpriu as expectativas de vendas, pode nem ter segunda geração.
Na Audi, depois de já ter eliminado o A1 e o Q2, o mítico A8 pode ser o próximo a cair. Os modelos Sportback (versões coupé) também estão na mira. A Porsche pondera fundir o Taycan e o Panamera num único modelo, enquanto as versões mais radicais do Taycan (Sport Turismo e Cross Turismo) podem desaparecer na próxima atualização.
A Seat enfrenta um futuro incerto, com a marca-irmã Cupra a ganhar protagonismo. Já a Skoda deverá ter futuro mais pacífico, embora o Scala tenha poucas hipóteses de sobrevivência.
O CEO Oliver Blume não tem dúvidas e afirma que a medida é essencial para o futuro do grupo: “O nosso objetivo é claro: até 2030, faremos do Grupo Volkswagen a empresa automóvel mais atrativa do mundo — com marcas icónicas, produtos inspiradores, tecnologias de ponta e resultados financeiros sólidos.”
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