O Geely E2 é o carro mais vendido da China, já tem data marcada para desembarcar na Europa – e ainda pode ser fabricado “aqui ao lado”, em Espanha.
Enquanto por cá ainda se discute o preço dos elétricos e a falta de oferta acessível, a indústria automóvel da China não para. Desta vez, a novidade chega da Geely – o gigante que, já agora, tem no seu currículo marcas como a Volvo, a Polestar, a Lotus e a Lynk&Co.
O modelo em questão é o Geely E2 (também conhecido internacionalmente como EX2 ou Xingyuan na China, onde foi o veículo mais vendido em todos os segmentos, com 465.775 unidades!), um utilitário do segmento B com pouco mais de 4 metros de comprimento (4,14 m, para ser exato), desenhado para a cidade, mas com espaço que surpreende: cinco lugares para adultos, 375 litros de mala e até 1.320 litros com os bancos traseiros rebatidos. Tudo isto num carro que, visualmente, aposta num estilo simpático e moderno, sem grandes exageros.
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Autonomia e carregamento: o que interessa além do preço
A versão europeia ainda não tem todos os dados oficiais confirmados, mas olhando para o modelo que já vende na Ásia, tudo indica que teremos duas opções de bateria: 35 ou 47 kWh. A autonomia deverá ficar entre os 250 e os 350 km em ciclo WLTP – números mais do que suficientes para o dia a dia urbano e suburbanos.
O ponto forte, porém, está na capacidade de carregamento rápido em corrente contínua, algo pouco comum em carros tão pequenos e económicos. Segundo a marca, é possível ir dos 30% aos 80% de bateria em apenas 21 minutos.
Quanto ao motor, é de tração traseira e estará disponível com 80 ou 115 CV de potência.
A grande surpresa que pode não vir da China
Chega a outubro aos principais mercados europeus e, salvo surpresas, vai custar menos de 25.000 euros. Números que o colocam na linha de frente da nova vaga de elétricos acessíveis, ao lado de propostas como o Renault 5, o Cupra Raval, o VW ID.Polo ou o MG4 Urban.
Mas há mais: especula-se que a Geely possa vir a produzir este modelo na antiga fábrica da Ford em Amusafes, em Espanha, na sequência de um acordo com a marca americana. Se tal se confirmar, o E2 ganharia um trunfo de peso – não só nos custos logísticos, mas também na perceção do consumidor europeu.


















