O Automóvel Clube de Portugal (ACP) voltou a alertar para o agravamento dos preços dos combustíveis e criticou a falta de medidas eficazes por parte do Governo para proteger famílias e empresas num contexto de forte pressão económica.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, o litro do gasóleo aumentou cerca de 45 cêntimos e o da gasolina 25 cêntimos. Apesar desta escalada, o apoio estatal via Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) tem sido, segundo o ACP, “manifestamente insuficiente”: até agora, apenas 6,1 cêntimos por litro no gasóleo e 3,3 cêntimos na gasolina.
A partir de segunda‑feira, 23 de março, o desfasamento torna‑se ainda mais evidente. O apoio traduz‑se numa poupança real de 3,2 cêntimos no gasóleo e 1,7 cêntimos na gasolina, quando os aumentos previstos são de 16 cêntimos e 9 cêntimos, respetivamente. Para o ACP, estes números demonstram que as medidas adotadas “não têm qualquer eficácia prática”.
Desta forma, o Automóvel Clube de Portugal sublinha que aliviar 1 ou 2 cêntimos no ISP “é desajustado face à realidade”, sobretudo quando o Estado continua a arrecadar milhões em receita fiscal através do ISP e do IVA. “Na prática, o peso continua a recair sobre os contribuintes”, afirma o clube em comunicado
A opção de adiar decisões à espera de soluções europeias é, para o ACP, sinal de falta de liderança. “O país precisa de medidas concretas e imediatas”, defende a associação, que acusa o Executivo de inação num momento crítico.
“Há uma total desproporção entre o aumento real dos preços e a resposta do Governo. É incompreensível que, num momento desta gravidade, continue a prevalecer a falta de medidas estruturais. O país precisa de liderança, bom senso e coragem política para proteger famílias e empresas.”, disse Carlos Barbosa, presidente do ACP.
Perante esta situação, o ACP defende uma redução significativa da carga fiscal aplicada aos combustíveis, argumentando que tal é essencial para garantir a sustentabilidade económica e aliviar os encargos dos portugueses.
Nesse sentido, o ACP apela ainda ao Governo, ao Parlamento e ao Presidente da República para que atuem em conjunto e adotem medidas que permitam devolver previsibilidade e equilíbrio à economia nacional.
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