O setor automóvel, preocupado com as novas regras de emissões, movimentou‑se em 2025 para evitar o pagamento de multas milionárias. Empresas como a Stellantis, Toyota, Ford, Mazda e Subaru a constituírem uma aliança — liderada pela Tesla — para que as emissões dos seus novos veículos fossem contabilizadas em conjunto e não individualmente, de forma a reduzir o risco de penalizações.
No entanto, a iniciativa parece ter sofrido um revés que pode agora reduzir os ganhos da Tesla com esta aliança. A Stellantis, a Toyota e a Subaru não aderiram ao programa de créditos de carbono deste ano, liderado pela marca norte‑americana, criado para ajudar os fabricantes a cumprir as metas de emissões da União Europeia.
Recorde‑se que a Tesla, que não enfrenta dificuldades no cumprimento das metas de emissões devido à sua gama exclusivamente elétrica, encaixou em 2025 cerca de 1,7 mil milhões de euros com a venda de créditos de carbono.
Bruxelas, que inicialmente planeava aplicar multas pesadas às fabricantes que não cumprissem as rigorosas metas de redução de emissões até ao final de 2025, acabou por flexibilizar as regras sob pressão da indústria. A conformidade passou a ser avaliada com base nas emissões médias do período 2025‑2027, aliviando a pressão imediata sobre os construtores.
Segundo a “Reuters”, um documento da União Europeia datado do final de fevereiro mostra que o grupo liderado pela Tesla está a ser reorganizado para 2026, mas sem a presença da Stellantis, Toyota e Subaru — pelo menos para já.
A mesma fonte indica que a Stellantis confirmou que “atualmente não participa no Tesla Pool para 2026”, embora admita a possibilidade de aderir mais tarde. Já um porta‑voz da Toyota Europa afirmou que a marca poderá juntar‑se até dezembro de 2026, acrescentando: “É muito cedo para confirmar se precisamos ou não de um acordo coletivo.”

















