A Porsche, conhecida por fazer alguns dos melhores carros desportivos do mundo, decidiu recentemente patentear uma tecnologia no mínimo… peculiar. Segundo os documentos registados, a marca alemã criou um sistema de listas, as denominadas “racing stripes”, que só aparecem quando o condutor ativa os modos de condução desportivos. Porque, claro, nada melhor do que deixar bem claro para todos os utilizadores da via que vamos em modo “faca nos dentes”… Alguém pediu isto!?
1. Listas no capot (a cereja no topo do absurdo)
Já falamos dela, mas merece destaque. A marca alemã está a trabalhar numa tinta inteligente – baseada na tecnologia de “e-paper” – que muda de cor com um impulso elétrico. E a aplicação sugerida é, pasme-se, fazer surgir listas longitudinais no capot ou no tejadilho (as chamadas racing stripes), sempre que o condutor seleciona o modo Sport ou Sport Plus. A Porsche parece acreditar que os seus clientes querem transformar o carro num quadro de avisos ambulante. O próximo passo? Projetor de PowerPoint no tejadilho.

2. Tudo nos ecrãs tácteis (adeus, botões físicos)
Quem foi que decidiu que, num carro a tremer numa estrada esburacada, o melhor é ter de tocar num ecrã liso para ajustar a temperatura, o volume do rádio ou os bancos aquecidos? Invenções de alguém que nunca tentou carregar num ícone de 5 mm enquanto passa por uma lombar. As marcas, numa histeria colectiva de “modernidade”, eliminaram botões físicos que se podiam operar de olhos fechados. O resultado? Condutores a tirar os olhos da estrada para encontrar o “botão” virtual do desembaciador. Ninguém pediu esta tortura táctil. Queremos botões de volta.
3. Assentos que te beliscam para avisar curvas
A Mercedes já experimentou isto: bancos com almofadas laterais que se inflam ou vibram para indicar a direcção da curva. A ideia é “avisar” o condutor de que deve virar à esquerda ou à direita — porque, aparentemente, o volante, o som dos pneus e a força centrífuga não eram suficientes. Na prática, é como ter um amigo chato ao lado a beliscar-lhe a anca sempre que se aproxima uma rotunda. “Olha, curva à direita!” — beliscão. “Agora à esquerda!” — outro beliscão. Ninguém pediu para ser incomodado com micromassagens desnecessárias.
4. Câmaras em vez de retrovisores (a solução à procura de problema)
A Audi, a Honda e a Hyundai decidiram que os espelhos retrovisores são coisa do passado. Substituíram-nos por câmaras que projectam imagens em ecrãs dentro do habitáculo. A promessa das invenções? Redução do ruído aerodinâmico e aumento da eficiência. A realidade? Um ecrã mal posicionado que fica tapado quando o passageiro da frente se mexe, com reflexos que cegam ao menor raio de sol e que, quando chove, fica coberto de gotas. E quando o sistema avaria, boa sorte a fazer uma mudança de faixa com o olhar treinado para o ecrã. Alguém pediu para complicar o que funcionava perfeitamente há mais de um século? Claro que não.
5. Controlo por gestos (o mimo high-tech que ninguém domina)
A BMW, a Mercedes e outras marcas de luxo introduziram nos seus modelos sistemas que permitem controlar o rádio, o volume ou o telefone com gestos das mãos no ar. Invenções que parecem saídas de um filme de ficção científica, mas na prática é uma coreografia frustrante. Rodar os dedos no ar para aumentar o volume, apontar para o ecrã para atender uma chamada — o resultado é um condutor a fazer macaquices no trânsito, muitas vezes sem que o carro entenda o que ele quer. E quando funciona, é mais lento e menos preciso do que um simples botão físico. Ninguém pediu para se sentir um maestro desafinado atrás do volante.























