A Associação de Construtores e Comerciantes de Automóveis do Reino Unido (SMMT), anunciou esta quinta-feira, que a produção automóvel regrediu 15,5% em 2025 para 764.715 veículos, o que representa o número mais baixo desde os anos 1950.
Segundo os dados revelados, as fábricas britânicas produziram 717.371 automóveis de passageiros e 47.344 veículos comerciais, números que representam uma quebra de 8,0% e 62,3%, face a 2024.
A quebra na produção foi influenciada por um conjunto de fatores, incluindo um ataque informático que interrompeu a produção na Jaguar Land Rover, o maior empregador do setor, novas tarifas nos EUA e a fusão de duas fábricas de veículos comerciais.
“2025 foi o ano mais difícil numa geração para a indústria automóvel do Reino Unido. Mudanças estruturais, novas barreiras comerciais e um ataque cibernético que paralisou a produção de uma das fabricantes mais importantes do país e que contribuiu para restringir a produção”, admitiu em comunicado, Mike Hawes, CEO da Associação de Construtores e Comerciantes de Automóveis do Reino Unido.
Apesar da quebra significativa na produção em 2025, o mesmo responsável aponta para um crescimento superior a 10% na produção automóvel para este ano. “A perspetiva para 2026 é de recuperação. O lançamento de uma série de novos modelos, cada vez mais elétricos, e a melhoria das perspetivas económicas em mercados-chave são um bom presságio”, acrescentou Mike Hawes, para quem o crescimento do setor a longo prazo depende de um conjunto de fatores.
“A chave para o crescimento a longo prazo, reside na criação das condições competitivas adequadas para o investimento, na redução dos custos de energia, na eliminação de novas barreiras comerciais, e num mercado interno saudável e sustentável. O Governo delineou como apoiará o setor nas suas estratégias industriais e comerciais, e 2026 deve ser um ano de concretização dessas medidas”, concluiu Mike Hawes.

















