Vai à inspeção? Se tiver um recall por fazer, o carro chumba na hora
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) decidiu apertar o cerco. Até agora, era perfeitamente possível passar na inspeção mesmo com um recall pendente. A partir do próximo mês, isso acaba. Se o fabricante emitiu um alerta para o seu carro e a correção não foi feita — e devidamente comunicada ao IMT —, a inspeção periódica transforma-se num passaporte para a oficina.
A falha pode ser classificada como deficiência grave (tipo 2) ou muito grave (tipo 3), dependendo do risco associado pela marca. Ou seja, além de chumbar, o condutor fica com o registo do veículo manchado por uma questão de segurança que nem sequer foi causada por si.
O problema (que ninguém fala)
Aqui está o busílis da questão: milhares de condutores que chegam aos centros de inspeção não fazem ideia de que o carro que compraram em segunda, terceira ou quarta mão tem um recall por fazer.
Os fabricantes enviam cartas registadas, sim. Mas para o primeiro proprietário. Se o carro mudou de mãos, a comunicação perde-se. Se o dono mudou de casa, também. O resultado é que andam por aí viaturas com falhas conhecidas — algumas graves — sem qualquer intervenção, e os atuais condutores nem sonham.
Como saber se está safo?
A boa notícia é que há uma forma simples de tirar teimas. A Associação Automóvel de Portugal (ACAP), em parceria com o IMT e a Direção-Geral do Consumidor, criou uma plataforma online chamada “Recall”. Basta introduzir a matrícula ou o número de identificação (VIN) para saber se o carro está ou já esteve envolvido em alguma campanha de recolha.
Dica: mais vale perder dois minutos a confirmar do que levar um chumbo na inspeção e ter de lá voltar com tudo resolvido. A partir de 1 de março, a desculpa do “não sabia” já não cola.















