A escalada dos preços energéticos e o aumento dos custos de mobilidade estão a criar um novo foco de preocupação para o setor automóvel: o crescimento dos furtos de combustível. A Guarda Nacional Republicana (GNR) alerta que, apesar de uma ligeira redução global entre 2024 e 2025, este tipo de crime continua a representar um risco significativo para particulares, empresas e operadores de frotas.
O fenómeno abrange desde a subtração direta de combustível dos depósitos até à perfuração dos mesmos, provocando não só perdas financeiras imediatas, mas também danos materiais relevantes nos veículos. Para muitos utilizadores, o impacto estende‑se ainda à perceção de segurança no quotidiano.
Nos territórios sob responsabilidade da GNR, os furtos de combustível diminuíram de 1.744 para 1.700 ocorrências (-2,52%). Contudo, a análise regional revela disparidades marcantes. Enquanto Lisboa, Aveiro e Faro registaram as maiores quebras, distritos como Guarda, Bragança e Castelo Branco apresentaram aumentos significativos, tornando-se os pontos mais críticos do país.
Face a este cenário, a GNR recomenda a adoção de medidas preventivas, como a “utilização de sistemas de proteção nos depósitos, o estacionamento em locais vigiados e bem iluminados, e o reforço da videovigilância em áreas de maior risco”. Para empresas e operadores de frotas, “a instalação de sensores de abertura indevida nos depósitos pode ser uma ferramenta eficaz para mitigar perdas”.















