Os meios de comunicação galegos avançam que o anúncio da chegada do gigante chinês SAIC à região é uma questão de dias ou semanas. Entretanto, o governo regional já prepara a aceleração burocrática para tornar o projeto realidade.
A Galiza oferece condições de excelência para a indústria automóvel: acolhe a maior fábrica de Espanha (a de Vigo), dispõe de um ecossistema de componentes sólido e competitivo, e tem portos estrategicamente posicionados.
Não é por acaso que, no passado, nomes como Toyota (anos 80), BMW (final dos anos 90) e Mitsubishi (início dos anos 2000) ponderaram instalar-se aqui. Mais recentemente, a BYD também esteve na mesa de negociações, mas o acordo não se concretizou.
Ferrol e As Pontes: os dois polos da nova era
De acordo com o Economía Digital, o plano final da SAIC assenta numa estratégia dupla:
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Porto Exterior de Ferrol – a localização principal, onde os veículos sairão por via marítima com destino ao Reino Unido e a outros mercados estratégicos.
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As Pontes – uma unidade dedicada à produção de componentes, fechando o ciclo logístico e industrial.
Burocracia acelerada, investimento de peso
A Xunta prepara-se para classificar o projeto como Projeto Industrial Estratégico, o que reduz para metade os prazos administrativos. Uma celeridade que muitos gostariam de ver aplicada, por exemplo, na instalação de postos de recarga para veículos elétricos.
Os números que se avançam são expressivos:
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Investimento inicial: 250 milhões de euros
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Empregos diretos iniciais: cerca de 1.000
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Potencial a médio prazo: até 500 milhões de euros e 5.000 postos de trabalho
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Área da fábrica em Ferrol: mais de 500.000 metros quadrados
A TVG adianta que estes valores poderão crescer ainda mais nos anos seguintes.
Porque agora? O crescimento furioso da MG na Europa
Este movimento não surge do nada. A MG tem vivido uma expansão meteórica no mercado europeu. Só no ano passado, a marca ultrapassou as 300.000 matrículas em toda a Europa. Em Espanha, foram 45.163 unidades, um crescimento impressionante de 46,8%.
Mas há outro fator decisivo: as tarifas. A MG é atualmente alvo de uma das taxas mais altas aplicadas a construtores chineses — 45%. Produzir dentro da União Europeia é a forma mais eficaz de contornar este obstáculo e oferecer veículos mais acessíveis ao consumidor.


















