Conheça o novo Santana Cajal, o 4×4 espanhol que quer reviver a lenda do todo-o-terreno ibérico.
A Santana está de volta e promete abanar o segmento dos todo-o-terreno com o novo modelo Cajal, com ares de Land Rover Freelander.
O fabricante espanhol quer recuperar o espírito aventureiro que o tornou famoso e lança-se agora num projeto que junta tradição, tecnologia e… uma ajudinha da China.
Um nome com peso histórico
A Santana escolheu homenagear Santiago Ramón y Cajal, o brilhante neurocientista espanhol que ganhou um Nobel e é considerado um dos pais da neurociência moderna. Ao batizar o seu novo 4×4 com este nome, a marca não está só a prestar tributo – está também a construir uma identidade própria, profundamente enraizada na cultura e história de Espanha.
E faz sentido. Num mercado cada vez mais global, onde muitos modelos perdem a sua personalidade, a Santana quer afirmar-se com um veículo que tem alma espanhola, mesmo que o seu ADN técnico venha de outras paragens.
Made in China, montado em Espanha
Aqui está a grande curiosidade deste projeto: o Cajal é baseado no BAIC BJ40, um robusto todo-o-terreno chinês que já deu provas lá fora. Mas a Santana não se limitou a importar e colar um logótipo. O veículo será adaptado às exigências do mercado europeu e montado em Linares, Jaén, onde a produção automóvel vai renascer depois de anos de paragem.
É uma jogada inteligente. Em vez de desenvolver um modelo de raiz – o que seria caro e demorado – a Santana aproveita uma base já testada, imprime o seu cunho e recupera uma fábrica histórica. Mais emprego, mais indústria e mais atividade para uma região com forte tradição automóvel.
Dimensões e estética: puro todo-o-terreno
Com 4,7 metros de comprimento, 1,9 metros de largura e outro tanto de altura, o Cajal não passa despercebido. A carroçaria de cinco portas é desenhada a esquadro: linhas retas, passagens de roda pronunciadas e uma roda suplente na traseira que grita “aventura”.

A Santana ainda não revelou todos os números, mas já se sabe que o Cajal vai chegar com tração total permanente em todas as versões. Isto significa que não estamos perante mais um SUV almofadado para a cidade – estamos a falar de um verdadeiro 4×4, com capacidade para encarar terrenos difíceis.
Se seguir as pisadas do BJ40, o Cajal poderá contar com redutora e bloqueios de diferenciais, dois ingredientes que fazem toda a diferença quando o asfalto acaba.
A oferta de motores será variada: arranca com opções Diesel e gasolina (com potências a rondar os 163 CV e 245 CV, respetivamente) e, mais tarde, chegará uma versão elétrica de autonomia estendida (EREV) , onde um motor a combustão trabalha como gerador para alimentar a bateria – uma solução que começa a ganhar terreno entre os puristas do off-road.

O grande dia está marcado para este mês de julho, em Linares, sendo que o preço vai ser um fator decisivo: se a marca conseguir posicionar o Cajal de forma competitiva face a outros todo-o-terreno com redutora disponíveis no mercado, pode ter encontrado a fórmula para renascer com força.
















