A BYD, maior fabricante chinês de veículos elétricos em volume de vendas, registou em 2025 uma queda de 19% nos lucros, para 32.619 milhões de yuans (4.086 milhões de euros), a sua primeira queda em quatro anos, que a empresa atribui ao aumento da concorrência no maior mercado automóvel do mundo.
Além da concorrência mais apertada, a BYD atribui ainda a queda dos lucros a uma redução da procura doméstica e ao fim dos incentivos governamentais para veículos elétricos.
De acordo com os documentos enviados à Bolsa de Hong Kong, onde está cotada, a faturação da marca cresceu 3,46% face a 2024, atingindo 803.965 milhões de yuans (100.708 milhões de euros). O valor mantém a BYD acima da norte‑americana Tesla em receitas anuais.
No relatório, a empresa sublinha que, “perante ventos contrários macroeconómicos e uma concorrência cada vez mais intensa”, reforçou a sua competitividade através da integração de tecnologias-chave e da consolidação da liderança no mercado chinês, ao mesmo tempo que registou “um desempenho excecional” no estrangeiro.
A expansão internacional foi, aliás, um dos motores do ano: o volume de negócios fora da China passou de 28,55% para 38,65% do total, impulsionado por um crescimento de 40,05% em 2025. Já no mercado doméstico, as vendas recuaram 11,17%.
O fundador e presidente da BYD, Wang Chuanfu, reconhece que “a concorrência no setor chinês dos veículos elétricos atingiu um ponto culminante e encontra-se numa fase eliminatória”. A empresa aponta ainda desafios globais, como o aumento do protecionismo comercial e a reconfiguração das cadeias de abastecimento. A pressão competitiva fez a margem líquida da BYD cair de 5,2% para 4,1%, o valor mais baixo desde 2022.
A BYD revelou ainda que ao longo de 2025, vendeu 4,6 milhões de veículos, dos quais 1,05 milhões destinados a mercados internacionais — um salto de 140% face ao ano anterior, com a América Latina a revelar-se como “pilar principal” do crescimento externo.
Apesar da descida nos lucros, a BYD manteve o estatuto de maior marca mundial em volume de vendas de veículos elétricos pelo quarto ano consecutivo e subiu para o quinto lugar entre os maiores grupos automóveis globais.
Leia também:
















