O preço do gasóleo, da gasolina, dos transportes e dos bens essenciais está a disparar devido à escalada do conflito entre os EUA, Israel e Irão, que está a fazer aumentar o preço do petróleo. Em apenas 48 a 72 horas, o custo de alguns combustíveis subiu 10 cêntimos por litro em Espanha, aproximando-se da barreira psicológica dos 2 euros por litro. Nos EUA e na Alemanha, os aumentos são igualmente acentuados.
Este aumento do petróleo tem um efeito em cadeia: o custo dos combustíveis sobe, o transporte fica mais caro e, consequentemente, o preço dos bens alimentares também aumenta.
Perante esta crise, o Governo espanhol, através do ministro da Economia, Carlos Cuerpo, já admite a possibilidade de implementar novas ajudas, como bonificações no combustível e apoios ao transporte, semelhantes às medidas adotadas em 2022 devido à guerra na Ucrânia.
E Portugal?
Com o fim gradual da redução do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos), medida exigida por Bruxelas e já em curso por parte do Governo, os consumidores portugueses ficam mais vulneráveis à volatilidade dos mercados internacionais.
Apesar deste cenário, o Executivo tem reiterado que a reposição total do ISP — ou seja, o fim do desconto agora em vigor — só avançará quando o preço do barril de petróleo estiver em trajetória descendente, procurando assim minimizar o impacto nos orçamentos familiares. Mas não se conhece até ao momento nenhuma medida adicional para fazer face a uma nova crise de preços.
















