A Aston Martin anunciou um plano de redução de até 20% do seu quadro de trabalhadores, numa tentativa de recuperar o equilíbrio financeiro após o impacto das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos e da fraca procura no mercado chinês.
A medida agora anunciada deverá afetar cerca de 3.000 trabalhadores e gerar uma poupança anual estimada em 40 milhões de libras. A marca britânica, conhecida pelos automóveis conduzidos por James Bond, não especificou o calendário exato para a implementação dos cortes, mas indicou que a maior parte das poupanças deverá ser alcançada ainda este ano. O plano inclui também uma redução de 5% já anunciada em 2025.
Segundo avança a “Reuters”, a Aston Martin decidiu ainda rever o seu plano de investimento de capital para os próximos cinco anos, reduzindo‑o de 2 mil milhões de libras para 1,7 mil milhões, o que implica o adiamento de parte do desenvolvimento de tecnologia para veículos elétricos.
Apesar das injeções de capital lideradas pelo presidente e acionista Lawrence Stroll, a Aston Martin continua a enfrentar dificuldades financeiras. A empresa classificou as tarifas norte‑americanas como “extremamente prejudiciais” e reconheceu que a procura na China — o maior mercado automóvel do mundo — tem sido “extremamente fraca”.
A marca britânica antecipara, no entanto, uma “melhoria substancial” no desempenho financeiro em 2026. Entre as metas definidas estão margens brutas na ordem dos 30% e lucros ajustados antes de juros e impostos próximos do ponto de equilíbrio, impulsionados por cerca de 500 entregas do novo supercarro híbrido Valhalla.
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