A Ferrari vai atribuir um “prémio de competitividade” que pode atingir 14.900 euros por trabalhador, na sequência de um ano de 2025 marcado por receitas e margens entre as mais elevadas da indústria automóvel.
Em comunicado, a “Federação Italiana de Metalúrgicos” refere que o bónus abrange cerca de 5.000 funcionários em Itália, incluindo operários, técnicos e equipas de apoio, e que o valor máximo supera o prémio pago no ano anterior, que se cifrou em 14.400 euros.
“Especificamente, o valor do prémio é de 14.900 euros para o setor de Carros Desportivos e Estilo de Vida e de 14.498 euros para a Scuderia Ferrari. O pagamento será feito em quatro parcelas de 1.300 euros cada, com o saldo final a ser pago em abril”, acrescenta o comunicado.
O anúncio do prémio aos trabalhadores de Maranello surge poucos dias após a divulgação dos resultados financeiros de 2025. A Ferrari registou receitas superiores a 7,1 mil milhões de euros, um crescimento de 7% face ao ano anterior. O lucro operacional aumentou 12%, para 2,11 mil milhões de euros, com uma margem operacional de 29,5%. Já o lucro líquido atingiu 1,6 mil milhões de euros.
A carteira de encomendas cobre já a produção até final de 2027, e para 2026 o grupo prevê um EBITDA acima de 2,93 mil milhões de euros, representando um crescimento mínimo de 6%. A Ferrari planeia ainda reforçar a remuneração aos acionistas, passando a distribuir 40% do lucro líquido em dividendos, acima dos 35% do ano anterior.
O anúncio do prémio surge depois de a casa de Maranello ter apresentado o cockpit do futuro Ferrari Luce elétrico, o primeiro modelo 100% elétrico da marca.















