James Moylan, o engenheiro que criou a partir de um engano, inventou a seta que ajuda milhões de condutores até hoje.
No mundo automóvel, repleto de nomes sonantes e figuras célebres, há um inventor cujo legado toca diariamente milhões de condutores, mas cujo nome permanece no anonimato: James Moylan. Foi o génio por trás da simples, mas genial, seta no painel de instrumentos que indica o lado do depósito de combustível!
Era engenheiro da Ford, provavelmente, um dos maiores e mais subvalorizados inventores da indústria automóvel, teve a sua ideia de milionária em 1986: uma seta no quadrante do combustível para acabar com as dúvidas na bomba de gasolina.
Tudo começou num dia chuvoso de abril, Moylan, tinha regressado à empresa após os cortes da crise dos anos 70, desta vez para integrar a área de engenharia de plásticos.
A indústria mudava, com carros mais pequenos e económicos. Quando ia a caminho de uma reunião noutro edifício da Ford, teve de abastecer o carro da frota da empresa. Estacionou do lado errado na bomba e, ao tentar reposicionar o veículo, molhou-se todo. Já não havia uma regra para o lado do depósito; os fabricantes usavam ambos os lados.
Naquele momento, teve a visão que pouparia frustrações a milhões de condutores em todo o mundo: colocar uma pequena seta no painel, ao lado do ícone do depósito, indicando o lado correto para abastecer. Levaria neste preciso momento a sua proposta à administração da Ford, e o resto é história.
Inventou a seta a partir de um engano
O engano de Moylan levou à criação de uma das funções mais práticas do automóvel moderno. Na época, o engenheiro explicou que, mesmo que todos os modelos Ford tenham o depósito no mesmo lado, pelo baixo custo que representa, seria uma vantagem não só para famílias com dois carros, mas também para quem partilha viatura e, sobretudo, para quem aluga.
Convém dizer que a ideia ficou esquecida numa gaveta durante sete meses, até chegar à mesa do diretor de design de interiores. A seta estreou-se em 1989, nos Ford Escort e Mercury Tracer, seguindo-se depois o Thunderbird e o Mercury Cougar. E, num ápice, espalhava-se pela indústria, tornando-se padrão de facto. Algumas marcas decidiram optar por um símbolo alternativo, mas a ideia era a mesma.
O legado que recarrega: da gasolina à electricidade
Curiosamente, a invenção de Moylan transcendeu o mundo da combustão. Nos carros eléctricos, a seta ou o símbolo equivalente mantém-se, agora a indicar o lado da porta de carregamento.














