A Ferrari já garantiu que não está simplesmente a construir mais um supercarro elétrico. Está a redefinir a sua própria alma para a era da eletrificação. E, num evento restrito realizado no coração tecnológico da Califórnia, a marca de Cavallino Rampante revelou o nome e, mais significativamente, o interior do seu tão aguardado primeiro modelo 100% elétrico: o Ferrari Luce.
O nome, que substitui o anterior nome de código Ellettrica, significa “Luz” em italiano, e foi escolhido para simbolizar não apenas a energia elétrica, mas uma “nova iluminação filosófica” para a marca. A Ferrari enfatizou que vê a eletrificação como um “meio para uma emoção superior”, e não como um fim em si mesma, prometendo que o Luce carregará o ADN emocional inconfundível de Maranello.
Uma revolução tátil no habitáculo
A verdadeira surpresa veio com a antevisão do interior, fruto de uma colaboração de cinco anos entre o Centro Stile Ferrari, liderado por Flavio Manzoni, e o coletivo de design LoveFrom, fundado pelo lendário ex-designer-chefe da Apple, Sir Jony Ive, e por Marc Newson.
Numa época dominada por ecrãs táteis gigantes e minimalismo estéril, o Luce propõe uma abordagem radicalmente diferente: o regresso ao tato. O cockpit será uma sinfonia de comandos físicos e botões de alumínio, “à antiga”. Promessa de lenda.


















