O Ministério do Comércio da China aceitou esta quinta-feira que os fabricantes chineses de veículos elétricos negociem de forma independente com a União Europeia, depois de o Grupo VW ter garantido uma suspensão temporária das tarifas para um dos seus SUV produzidos na China.
A decisão do governo de Pequim surge depois da Comissão Europeia ter aprovado esta semana um pedido da Cupra, marca do grupo alemão, para isentar o SUV Tavascan das tarifas de importação em troca de um preço mínimo acordado e de uma quota de vendas, naquilo que foi a primeira a isenção desde a adoção das tarifas em 2024 por parte da União Europeia.
O Tavascan estava sujeito a uma tarifa adicional de 20,7%, além da taxa base de 10% aplicada a todos os veículos elétricos produzidos na China.
Recorde-se que Pequim retomou as negociações com Bruxelas em dezembro passado e instou o bloco a não realizar conversações separadas com fabricantes chineses, apesar de as regras da UE permitirem que as marcas solicitem isenções tarifárias para modelos elétricos específicos produzidos na China.
“Espera‑se que mais empresas chinesas cheguem a acordo com a Comissão Europeia sobre compromissos de preços”, afirmou He Yadong, porta‑voz do Ministério do Comércio, citado pela “Reuters”, após uma conferência de imprensa.
A China está disposta a manter o diálogo com a UE e “ambas as partes apoiam que os fabricantes chineses de veículos elétricos façam bom uso dos compromissos de preços”, acrescentou.
Leia também:















