A Ford afunda-se no vermelho com prejuízo histórico de 8,2 milhões. A culpa? Estratégia e o adeus aos elétricos.
A gigante de Detroit fechou 2026 com um rombo financeiro de 8,182 mil milhões de dólares, uma queda abrupta face aos lucros de 5,9 mil milhões registados no ano anterior. O tombo acontece apesar de a fabricante ter faturado mais do que nunca: 187,3 mil milhões de dólares, um novo recorde histórico.
A debacle tem um rosto: os veículos elétricos. A Ford enterrou 10,7 mil milhões de dólares no cancelamento em massa de programas de eletrificação, num dos maiores falhanços estratégicos da indústria automóvel recente. Amortizações, desinvestimentos em parcerias e uma reestruturação industrial acelerada ajudaram a cavar o buraco.
Jim Farley, CEO da empresa, defendeu as decisões como “dolorosas mas necessárias” para garantir um futuro sustentável. Já o mercado parece menos convencido: as ações reagiram em queda e os analistas questionam agora o rumo da marca do Mustang.
No terreno, as vendas globais caíram 2%, para 4,39 milhões de unidades. A receita até subiu, mas não chegou para estancar as perdas de um ano que a Ford quer esquecer — e que os concorrentes dificilmente deixarão passar em branco.













