Nem só de autonomia vive um elétrico em 2026. A segurança é (e sempre foi) o que realmente separa um bom carro de um carro excecional.
A decisão de compra de um veículo elétrico raramente se resume a um único fator. Olhamos para a bateria, para o tempo de carga, para o design. Mas há um aspeto que não se negocia: o nível de proteção que o carro oferece quando algo corre mal. Se é para levar a família ou para fazer da estrada uma extensão de casa, mais vale garantir que o habitáculo é um verdadeiro cofre sobre rodas.
Do outro lado do Atlântico, há duas entidades que não perdoam: o IIHS e a NHTSA. Todos os anos, submetem os modelos mais recentes a baterias de testes que simulam o pior que pode acontecer. Fomos buscar os resultados mais recentes dessas avaliações e filtrámos os cinco elétricos que se destacaram pela segurança ativa, pela tecnologia de prevenção e, acima de tudo, pela capacidade de proteger quem vai lá dentro.
1. Tesla Model Y (2026)
O crossover californiano continua a ser um dos nomes mais falados quando o assunto é mobilidade elétrica. Para 2026, a Tesla afinou o design exterior, aproximando-o visualmente do Model 3, mas manteve a fórmula vencedora: espaço de sobra, bagageira generosa e uma autonomia que ultrapassa os 480 quilómetros. É certo que o comando centralizado num ecrã tátil continua a gerar discussão entre os puristas — há quem diga que exige mais atenção do que o desejado —, mas no capítulo da segurança o discurso é unânime.
A NHTSA não lhe poupou elogios: cinco estrelas na classificação global, cinco estrelas no impacto frontal, cinco no lateral e outras cinco na resistência ao capotamento. A tudo isto junta-se um leque de ajudas à condução que inclui alerta de saída de faixa e travagem automática de emergência.

2. Hyundai Ioniq 9 (2026)
A sul-coreana tem vindo a construir um portefólio de elétricos de fazer inveja a marcas com o dobro da idade. O Ioniq 9 é o expoente máximo dessa estratégia: um SUV de três filas pensado para levar sete pessoas em conforto e, mais importante, em segurança. O IIHS atribuiu-lhe o galardão máximo Top Safety Pick+, o que significa que passou sem falhas por todos os procedimentos de avaliação realizados em 2025.
Quem senta ao volante encontra um verdadeiro arsenal tecnológico: travagem automática de emergência capaz de detetar peões e ciclistas, monitorização do ângulo morto com transmissão de imagem em tempo real e sistemas que previnem a saída involuntária da faixa de rodagem. A autonomia, certificada pela EPA, fixa-se entre os 500 e os 540 quilómetros, dependendo da configuração escolhida.

3. Ford Mustang Mach-E (2026)
Pegar no nome de um muscle car e colá-lo a um SUV elétrico podia ter corrido mal. Correu precisamente ao contrário. O Mach-E é rápido — nas versões GT e Rally ultrapassa os 480 cavalos —, mas não vive apenas da velocidade. Vive também da forma como se mantém inteiro em caso de embate.
A NHTSA concedeu-lhe cinco estrelas no cômputo geral, com nota máxima nos ensaios de capotamento e colisão lateral. O IIHS foi pelo mesmo caminho, atribuindo-lhe o Top Safety Pick+, falhando a perfeição apenas num detalhe: a facilidade com que se alcançam os cintos de segurança traseiros. De resto, está blindado. Alerta de trânscio traseiro, assistência de faixa e travagem autónoma fazem parte do equipamento de base.

4. Volvo EX90 (2026)
Se há marca que dispensa apresentações no capítulo da segurança, essa marca é a Volvo. Os suecos construíram uma reputação assente em décadas de inovação — foram eles, por exemplo, que introduziram o cinto de segurança de três pontos como equipamento de série. O EX90, o seu SUV elétrico de maiores dimensões, dá continuidade a essa herança.
Em 2025, foi um dos apenas dois grandes SUV elétricos a arrecadar o Top Safety Pick+ do IIHS. Os faróis e o manuseamento dos cintos traseiros ficaram-se pelo “Aceitável”, mas em tudo o resto o veredicto foi positivo. É, por isso, o companheiro ideal para quem faz da segurança uma prioridade absoluta.

5. Audi A6 e-tron
Fechamos a seleção com uma berlina, um segmento onde a oferta elétrica começa finalmente a ganhar tração. O A6 e-tron, na versão de 2025, conquistou o Top Safety Pick+ do IIHS, juntando-se a um clube restrito de elétricos de quatro portas com esta distinção. A NHTSA ainda não o avaliou, mas os resultados obtidos no instituto de segurança são garantia mais do que suficiente.
A autonomia é outro dos seus trunfos: a versão de tração traseira com pacote Ultra anuncia mais de 630 quilómetros. Tudo isto sem esquecer as ajudas eletrónicas que hoje se exigem: aviso de saída de faixa, travagem automática de emergência e monitorização do ângulo morto.














