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Teste – Suzuki Swift 1.2 S3:  Proposta racional

A nova geração Swift introduz melhorias na dotação de equipamento e versão a gasolina revista com sistema semi-híbrido, que oferece prestações razoáveis e consumos muito comedidos.

Militando no segmento dos utilitários, o Swift impôs-se ao longo dos anos como um automóvel à medida das pretensões de quem procura carro novo sem provocar grande “rombo” no orçamento familiar. Chega agora a quarta geração, refinada em quase todos os elementos fundamentais, sem trair a fórmula compacta e eficiente que o consagrou.

Mantendo as dimensões contidas (apenas 3,86 metros de comprimento), o japonês esconde um pequeno trunfo: uma distância entre eixos generosa (2,45 m) que se traduz num habitáculo amplo q.b. para a sua categoria. Nos lugares traseiros cabem três pessoas; não diremos que ‘à vontadinha’, mas a verdade é que não vão nada mal acomodadas. Até a bagageira, sem ser monumental, oferece capacidade suficiente para uma escapadela de fim de semana, e mais ainda para as voltinhas do dia-a-dia na cidade, onde está como peixe na água.

Porquê? Porque a sua condução é fácil e intuitiva, levando-se na ponta dos dedos, sempre com bons níveis de estabilidade em linha reta e razoável agilidade. E também porque é nesse ambiente que o seu motor a gasolina com 3 cilindros está mais à vontade, revelando alguma vivacidade até quando espicaçado com recurso à caixa manual de 5 velocidades. Já quando a lotação está quase completa, a coisa muda ligeiramente de figura…

Ágil e poupado

O bloco atmosférico de 1.2 litros, com modestos 82 CV, é esforçado em quase todos os cenários; mas motor de menos para conjunto com credenciais dinâmicas que chegam a impressionar pelo equilíbrio e robustez. O pisar sólido do pequeno nipónico, com suspensões que apresentam capacidade de processamento em mau piso, autoriza comportamento ótimo em precisão e estabilidade. Com afinação firme no trem dianteiro, que anula tendência para afundar a frente, o Swift faz-se às curvas sempre com reações neutras e boa sensação de segurança.

Em muito melhor plano, a economia. O sistema híbrido ligeiro SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki) foi aplicado na mecânica a gasolina com o objetivo de reduzir consumos e emissões. Esta tecnologia inteligente utiliza um gerador e uma bateria de iões de lítio de 12V. Atua subtilmente, recorrendo à eletricidade gerada pela regeneração da energia da travagem para auxiliar o motor térmico nos momentos de maior esforço (arranques e acelerações) e alimentar os consumidores elétricos. O resultado? Uma veia recuperadora que surpreende (com um binário de 112 Nm às 4.500 rpm seria de esperar mais demora em certas reprises, com maiores dificuldades em chegar às velocidades mais elevadas) e médias reais na casa dos 5 l/100 km.

Robusto e bem equipado

No renovado habitáculo, a impressão é positiva. O rigor na montagem e os materiais bem encaixados sobrepõem-se, nesta geração, à presença de alguns plásticos duros – um salto qualitativo face ao passado. O painel de bordo, com combinação a dois tons, alberga o centro nevrálgico: um sistema multimédia tátil de 9’’ compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fios. À frente do condutor, um ecrã digital de 4,2’’ agrupa as informações vitais de condução. O novo Swift é também o segundo modelo da marca com a app Suzuki Connect, abrindo portas a uma extensa gama de serviços conectados para monitorizar e interagir com o automóvel.

Em termos de conectividade, referir ainda que todas as versões passam a incluir tomada de 12V e porta USB. Mas o nível de acabamento S3 da “nossa” unidade eleva o jogo com duas portas adicionais (Tipo A e Tipo C) para carga rápida de dispositivos, além da oferta de ar condicionado automático com comando digital intuitivo.

O novo Swift consolida a receita de sucesso da Suzuki no segmento B: compacto por fora, surpreendentemente espaçoso por dentro, incrivelmente ágil na cidade, frugal e agora com um interior mais polido e tecnologia de ponta bem integrada. É um utilitário coerente, que cumpre com distinção o seu propósito principal, oferecendo uma experiência de condução mais interessante do que muitos rivais. E bem equipado: destacamos as tecnologias de vanguarda de apoio à condução, como o controlo de velocidade adaptativo, o sistema de travagem de emergência automática, o alerta de mudança involuntária de faixa de rodagem, o aviso de fadiga do condutor e o assistente de luzes de máximos.

Texto Vítor Mendes Fotos Paulo Calisto

Conclusão

Não será o melhor binómio preço/performance do segmento, mas os 21.555 € pedidos pela versão S3 topo de gama colocam o novo Swift num patamar competitivo, sobretudo face ao completo recheio de equipamento e à eficiência do sistema híbrido ligeiro.

 

FICHA TÉCNICA

SUZUKI SWIFT 1.2 S3

TIPO DE MOTOR                           Gasolina, 3 cilindros em linha, atmosférico

CILINDRADA                                  1.197 cm3

POTÊNCIA                                      82 CV às 5.700 rpm

BINÁRIO MÁXIMO                        112 Nm às 4.500 rom

TRANSMISSÃO                              Dianteira, caixa manual 5 velocidades

V. MÁXIMA                                   165 km/h

ACELERAÇÃO                                12,5 s (0 a 100 km/h)

CONSUMO (WLTP)                       4,4 l/100 km (misto)

EMISSÕES CO2 (WLTP)                 99 g/km (misto)

DIMENSÕES (C/L/A)                    3.860 / 1.735 / 1.495 mm

PNEUS                                         185/55 R16

PESO                                           949 kg

MALA                                          265-980 l

PREÇO                                         21.555 €

GAMA DESDE                             18.912 €

I.CIRCULAÇÃO (IUC)                   111,46 €

LANÇAMENTO                           Julho de 2025

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