A Seat S.A. encerrou 2025 com um novo recorde comercial: 586.251 veículos vendidos, um crescimento de 5% face ao ano anterior.
O impulso decisivo veio da marca Cupra, que voltou a destacar‑se como motor de expansão do grupo, ao atingir quase 329 mil unidades vendidas, mais 32,5% do que em 2024. Já a marca Seat registou uma quebra de 17%, com pouco mais de 257 mil veículos entregues.
O aumento das vendas refletiu‑se também nas receitas, que atingiram 15.115 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre e um crescimento de 3,68% face ao ano anterior.
Apesar do desempenho comercial positivo, o resultado financeiro da Seat S.A. deteriorou‑se de forma significativa. A empresa registou um lucro de 40,9 milhões de euros, uma queda de 92% em relação a 2024. O relatório anual revela ainda que o resultado antes de impostos foi negativo em 21,8 milhões, sendo o lucro final explicado pela ativação de créditos fiscais.
O resultado operacional também sofreu um forte recuo, passando de 534,6 milhões positivos em 2024 para 93,1 milhões negativos em 2025, o que se traduziu numa rentabilidade operacional de –0,6%.
Investimento recorde pressiona contas
Na apresentação dos resultados, o vice‑presidente financeiro da Seat, Patrik Mayer, explicou que 2025 foi marcado por um pico de investimento. A empresa destinou cerca de 1,3 mil milhões de euros a investimentos produtivos e em desenvolvimento, o valor mais elevado dos últimos anos. Este esforço financeiro teve impacto direto no fluxo de caixa, que fechou no negativo em 431 milhões de euros.
“Estamos a sentir o impacto dos altos custos iniciais associados à transformação da nossa empresa. Nesse contexto, mantivemos o foco na eficiência estrutural e reduzimos significativamente nossa base de custos fixos, diminuindo as despesas gerais em quase 20%. Esses números demonstram nossa resiliência e determinação. Agora, vamos nos concentrar no curto prazo, mantendo nosso rigoroso controle de custos e fortalecendo a qualidade das margens para proteger nossos investimentos e permanecer competitivos.”, concluiu Patrik Mayer
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