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Indústria automóvel alemã pede contenção na escalada tarifária

Fábrica VW elétricos

A Associação Alemã da Indústria Automóvel (VDA) apelou esta segunda-feira a uma redução da tensão na disputa comercial entre os Estados Unidos (EUA) e a União Europeia (UE), após o anúncio do presidente Donald Trump de que pretende aumentar as tarifas aplicadas a carros e camiões europeus de 15% para 25%.

A Associação — um dos grupos industriais mais influentes da Europa, que representa fabricantes como VW, BMW e Mercedes‑Benz, bem como fornecedores nacionais e internacionais — alertou que a medida coloca em risco milhares de milhões de euros em comércio transatlântico.

Segundo avança a “Reuters”, o aumento das tarifas reverteria progressos alcançados no acordo comercial firmado entre Washington e Bruxelas no ano anterior.

A indústria automóvel alemã está entre as mais expostas a esta possível escalada tarifária. Apesar de várias marcas europeias possuírem fábricas de montagem nos EUA, continuam a importar modelos específicos produzidos na Europa, como o BMW Série 3 ou o Mercedes‑Benz Classe S. Um agravamento das tarifas teria impacto direto nos custos de exportação e, potencialmente, nos preços finais para os consumidores norte‑americanos.

Em comunicado a presidente da VDA, Hildegard Müller, classificou a intenção de aumentar as tarifas como “mais um sério fardo para as relações transatlânticas”, sublinhando que a indústria automóvel europeia já enfrenta um contexto desafiante. Müller alertou ainda que os custos adicionais poderão acabar por ser refletidos no mercado dos EUA.

O presidente Donald Trump afirmou que avançaria com o aumento das tarifas por considerar que a UE não está a cumprir os termos do acordo comercial estabelecido no verão passado.

 

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