A Xiaomi continua a ser um caso de sucesso nas vendas de automóveis elétricos na China, apesar de só ter lançado o seu primeiro modelo em abril de 2024.
No entanto, como diz o provérbio, “nem tudo o que reluz é ouro”. A marca revelou que, no primeiro trimestre de 2026, apresentou um prejuízo de cerca de 5.600 dólares por automóvel, o que corresponde a aproximadamente 5.160 euros. Trata‑se de um salto significativo face aos 900 dólares (cerca de 830 euros) perdidos por unidade no mesmo período de 2025.
A empresa entregou 80.856 veículos, um aumento de 6,6% face às 75.869 unidades registadas no primeiro trimestre do ano anterior. A receita proveniente exclusivamente dos elétricos atingiu 19 mil milhões de yuans (cerca de 2,58 mil milhões de euros), com um preço médio de venda de 235.000 yuans, equivalentes a 31.900 euros.
Segundo a Xiaomi, o crescimento ocorreu apesar da redução das entregas da primeira geração da série SU7, compensada pelo forte desempenho da nova série YU7. Até 6 de maio, a nova geração do SU7, lançada em março, já acumulava mais de 80.000 encomendas, enquanto a série YU7 atingiu 232.000 unidades entregues em apenas dez meses.
A marca, que deverá chegar à Europa em 2027, anunciou que, no período em análise, o segmento de veículos elétricos inteligentes e inovação em IA gerou 19,9 mil milhões de yuans em receitas — cerca de 2,67 mil milhões de euros. Ainda assim, o negócio registou um prejuízo operacional de 3,1 mil milhões de yuans, equivalente a 421 milhões de euros.
Apesar do aumento da procura, a rentabilidade deteriorou‑se. A margem bruta do segmento caiu para 20,1%, face aos 23,2% registados em 2025. A Xiaomi atribui esta queda aos subsídios fiscais à compra de veículos, ao menor número de entregas do SU7 Ultra — o modelo com margens mais elevadas — e ao aumento dos custos de componentes essenciais. O resultado foi um prejuízo operacional de 3,1 mil milhões de yuans, equivalente a 421 milhões de euros.
Em abril, porém, a marca acelerou o ritmo: vendeu 36.702 veículos, um crescimento de 28,4% em termos homólogos e de 71,2% face a março, reforçando a sua presença no competitivo mercado chinês de veículos elétricos.
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