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Vendas de elétricos na União Europeia disparam em março

A guerra no Irão e a consequente perturbação do abastecimento energético global no Estreito de Ormuz estão a ter um efeito inesperado no mercado automóvel europeu: estão a acelerar, a passo largo, a transição para os veículos elétricos.

Segundo os dados revelados esta quinta-feira pela Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA), os registos de automóveis 100% elétricos (BEV) cresceram 48,9% em março na União Europeia (UE). No total, os automóveis totalmente elétricos ultrapassaram 20% de quota de mercado no mês e atingiram 19,4% no primeiro trimestre, acima dos 15,2% registados no mesmo período de 2025.

A contribuir para este avanço robusto esteve a introdução de novos incentivos fiscais e programas de apoio introduzidos em várias economias europeias, que estão a estimular a procura e a reduzir o custo de entrada para os consumidores.

Os quatro maiores mercados da UE, que juntos respondem por mais de 60% dos registos de carros elétricos a bateria, apresentaram resultados mistos: Itália (+65,7%), França (+50,4%) e Alemanha (+41,3%) registaram forte crescimento. Em contrapartida, a Bélgica (-2,3%) apresentou queda.

Híbridos ganham força; combustão continua a recuar

Já os híbridos plug‑in (PHEV) também registaram crescimento, aumentando a sua quota de 7,6% para 9,5% num ano. Em sentido contrário, os veículos com motor de combustão interna continuam a perder relevância. Com 636.502 carros novos registados nos últimos três meses, a participação de mercado dos veículos a gasolina caiu para 22,6%, face aos 28,7% registados no primeiro trimestre de 2025. Por seu lado o mercado de veículos Diesel também continuou sua tendência de queda, embora em ritmo mais lento, com uma redução de 15,7% nos registos, representando 7,7% dos carros novos no primeiro trimestre de 2026.

No conjunto, as vendas totais de automóveis na UE cresceram 4% no primeiro trimestre, sustentadas pelos incentivos públicos. A ACEA sublinha, porém, que a robustez da procura por veículos híbridos apoia uma abordagem “tecnologicamente neutra” à descarbonização — uma transição gradual que respeita as diferentes necessidades dos consumidores e as assimetrias nas infraestruturas de carregamento em toda a Europa.

 

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