As vendas de automóveis no mercado interno chinês voltaram a cair em abril, prolongando para sete meses consecutivos a tendência negativa no maior mercado automóvel do mundo.
Na base da queda do mercado está pressão competitiva, os preços elevados dos combustíveis e a desaceleração da procura, fatores que continuam a penalizar o consumo doméstico — mas o setor compensa com um crescimento explosivo das exportações.
Segundo dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros (CPCA), revelados pela “Reuters”, as vendas internas de automóveis recuaram 21,6% face ao mesmo mês de 2025, totalizando 1,4 milhões de veículos.
A quebra foi particularmente sentida nos modelos a combustão, penalizados pelos preços elevados do petróleo, e também nos híbridos plug‑in, cuja procura ficou aquém das expectativas.
Já os veículos elétricos e híbridos plug‑in — que representam 60,6% do mercado chinês — registaram uma descida de 6,8%, prolongando quatro meses de perdas consecutivas.
Em contraciclo, as exportações de automóveis de passageiros chineses continuam a crescer a um ritmo impressionante. As vendas externas de elétricos e híbridos plug‑in aumentaram 111,8% em relação a 2025 r, superando largamente o crescimento de 80,2% das exportações totais de automóveis. A escalada dos preços globais dos combustíveis, agravada pelo conflito entre os EUA e Israel contra o Irão, tem impulsionado a procura internacional por veículos elétricos.
A divergência entre o mercado interno e o externo é particularmente evidente na BYD, maior fabricante mundial de veículos elétricos. Apesar da força das exportações, as vendas globais da marca registaram em abril o oitavo mês consecutivo de queda, refletindo a fragilidade da procura doméstica.
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