A Fórmula 1 é feita de tentativa e erro. Por vezes, a necessidade de encontrar o milésimo de segundo extra leva os designers por caminhos que fazem os fãs torcer o nariz. Estes cinco carros são a prova de que, felizmente, a evolução estética também faz parte do desporto.
1. Tyrrell P34 (1976) – O “bicho” de seis rodas
Começamos com um clássico da estranheza. A ideia era simples: em vez de duas rodas dianteiras, porque não colocar quatro mais pequenas? O objetivo era reduzir a resistência aerodinâmica. Visualmente, o resultado parece algo fugido de um desenho animado, com ar desajeitado. Acredite-se ou não, o bicho até ganhou na Suécia em 1976. Feio? Muito. Inesquecível? Também.

2. Ferrari 312 B3 “Spazzaneve” (1973) – O inverno em Maranello
Dói incluir um cavallino rampante aqui, mas a Ferrari também já teve dias não. Com um nariz enorme e quadrado, que mais parecia uma lâmina de tractor, este Ferrari parecia pronto para limpar a neve. O design foi inicialmente um fracasso, mas a Scuderia reformulou o carro e conseguiu um memorável doblete em 1974. Moral da história: nem sempre o que é feio à vista é lento na pista.
3. March 711 (1971) – A bandeja de chá voadora
O 711 tinha uma solução aerodinâmica peculiar: um enorme aileron dianteiro inspirado no caça Spitfire. Visto de frente, o carro parecia ter uma bandeja de chá prateada suspensa à frente do nariz. O conceito era interessante para gerar downforce, mas visualmente era desconcertante. Ficou para a história muito mais pela aparência do que pelos resultados.
4. Williams FW26 (2004) – A “Nariz de Morsa”
Em 2004, os engenheiros de Grove tiveram uma ideia “genial” para o bico do carro. O resultado foi batizado de “Nariz de Morsa”: aquele bico dividido em dois tirava qualquer elegância ao monolugar. Conduzido por Ralf Schumacher e Montoya, até era rápido no papel, mas a “morsa” revelou-se um desastre aerodinâmico. Ao fim de 12 corridas, a equipa adotou um design convencional.
5. Eifelland (1972) – A Caravana sobre Rodas
Fechamos com um dos carros mais bizarros de sempre. Um fabricante alemão de caravanas decidiu aventurar-se na Fórmula 1 e o resultado foi um monolugar que parecia mesmo uma caravana com rodas de competição. Para além dos problemas de fiabilidade, a estética era peculiar e o conjunto parecia pesado. Se a ideia era ganhar notoriedade, conseguiu. Mas não foi pelas vitórias.