Antes de chegar à Europa, a Xiaomi anunciou que irá apresentar o renovado SU7 na próxima quinta‑feira, 19 de março, na China, modelo que traz melhorias na autonomia, no desempenho e na arquitetura elétrica do seu primeiro modelo 100% elétrico.
O sedã foi amplamente aprimorado ao longo dos últimos dois anos e passa agora a integrar avanços significativos no grupo motopropulsor, na plataforma elétrica e na capacidade de carregamento. As versões Standard e Pro adotam uma nova arquitetura de 752 V, substituindo a configuração anterior, enquanto a variante Max passa para uma plataforma de 897 V, aproximando-se da próxima geração de sistemas de carregamento ultrarrápido.
Segundo a Xiaomi, o SU7 Max pode recuperar até 670 km de autonomia em apenas 15 minutos de carregamento. No ciclo CLTC, a autonomia atinge 720 km na versão Standard, 902 km na Pro e 835 km na Max.
As novidades estendem-se também ao grupo propulsor, que passa a integrar o motor elétrico V6S Plus, com aumentos de potência em várias versões — embora a marca ainda não tenha divulgado os valores finais. O modelo atualizado adota igualmente uma plataforma de hardware unificada para condução assistida, baseada num sistema de computação de 700 TOPS que executa o software Xiaomi HAD.
As versões Pro e Max recebem ainda melhorias no chassis, incluindo suspensão pneumática de câmara dupla e amortecedores adaptativos CDC, soluções que, segundo a marca, melhoram o controlo da carroçaria e a estabilidade em curva.
No exterior e no interior, as alterações são mais subtis, focando-se sobretudo em detalhes. Há novas cores de carroçaria e comandos redesenhados na consola central, mantendo a identidade visual do modelo, mas com um toque de modernização.
A primeira geração do SU7, cuja produção terminou em dezembro de 2025, alcançou 381.000 unidades vendidas, incluindo cerca de 130.000 entregas nos primeiros nove meses de 2024 e mais de 258.000 unidades ao longo de 2025.
Os modelos 100% elétricos da Xiaomi são vendidos apenas na China, sendo que a expansão internacional da marca deverá trazer os seus veículos para a Europa apenas a partir de 2027.
