A Renault registou um prejuízo de 10.931 milhões de euros em 2025, revertendo de forma abrupta o lucro de 752 milhões de euros alcançado no ano anterior. Os resultados, divulgados esta quinta‑feira, refletem sobretudo o impacto negativo da participação financeira da marca francesa na Nissan.
Segundo o comunicado oficial, sem o efeito da Nissan, o grupo teria encerrado o ano com um lucro de 715 milhões de euros, o que evidencia o peso determinante da parceria japonesa nas contas consolidadas.
Faturação cresce 3% apesar do prejuízo
Apesar do resultado líquido negativo, a Renault registou uma faturação de 57.922 milhões de euros, um aumento de 3% face a 2024. O grupo explica que este crescimento foi impulsionado pelas marcas complementares, que beneficiaram do plano de expansão internacional e da eletrificação da gama.
A fabricante sublinha ainda a “resiliência” dos seus resultados num contexto económico global desafiante e garante encarar o futuro com otimismo. A estratégia industrial para os próximos anos será apresentada a 10 de março

2026 ano de forte ofensiva de produto
A Renault prepara uma vaga de lançamentos para 2026, com foco nos segmentos elétrico e híbrido. Entre as novidades previstas estão: novo Renault Clio; Twingo E‑Tech, Trafic renovada, dois novo modelos da Dacia, um elétrico do segmento A e outro modelo para o segmento C e Alpine A390 .
Nos mercados internacionais, o grupo aposta no Renault Boreal (América Latina e Turquia), no Duster (Índia), no Filante (Coreia do Sul) e numa nova pick‑up destinada à América Latina. Com esta ofensiva, a Renault pretende atingir em 2026 uma margem operacional de 5,5% da faturação.
Vendas globais sobem fora da Europa
Em 2025, a Renault vendeu 2,3 milhões de veículos em todo o mundo. As vendas fora da Europa cresceram 11,7%, impulsionadas por: América Latina: +11,3%; Coreia do Sul: +55,9%; Marrocos: +44,8%
Na Europa, a marca destacou o forte crescimento dos veículos elétricos, que aumentaram 77,3%, representando 14% das vendas totais. Os híbridos também ganharam peso, atingindo 30% após um crescimento de 35,2%.