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Quebra na China trava resultados da Mercedes Benz

Mercedes elétrico

A Mercedes‑Benz registou uma descida de 17,2% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2026, para 1.433 milhões de euros, penalizada sobretudo pela quebra das vendas no mercado chinês.

Os resultados divulgados esta quarta‑feira pela marca alemã, mostram que entre janeiro e março, o volume de negócios recuou 4,9%, para 31.602 milhões de euros, num contexto que a empresa descreve como “exigente”, marcado por concorrência intensa e pressões geopolíticas e comerciais. O resultado operacional também caiu 16,8%, fixando‑se em 1.904 milhões de euros.

A divisão Mercedes‑Benz Cars foi a mais afetada, com o resultado operacional a cair para 809 milhões de euros, uma redução de 54% face ao período homólogo. As vendas globais de automóveis ligeiros diminuíram 6%, para 419.400 unidades, acompanhadas por uma queda de 5,3% no volume de negócios.

A marca explica que a retração se deve sobretudo ao arrefecimento da procura na China, onde enfrenta uma concorrência particularmente agressiva e margens pressionadas.

Apesar do contexto adverso, o grupo mantém a estratégia de lançar mais de 40 novos modelos entre 2025 e 2027, com o objetivo de recuperar dinamismo comercial e reforçar a competitividade global.

Perspetivas positivas para 2026

Para o conjunto de 2026, a Mercedes‑Benz prevê manter o volume de negócios ao nível de 2025, mas alcançar um resultado operacional significativamente superior, beneficiando da ausência de custos de reestruturação que marcaram o ano anterior.

“Os resultados do primeiro trimestre confirmam que estamos no caminho certo para cumprir as previsões anuais. A forte procura pelos novos produtos e as carteiras de encomendas bem abastecidas criam uma base sólida para maior dinamismo no segundo semestre.”, disse Harald Wilhelm, diretor financeiro do grupo Mercedes-Benz, em comunicado

Wilhelm acrescentou ainda que o grupo continuará a aplicar um controlo rigoroso de custos, procurando simultaneamente um regresso gradual a margens mais elevadas, com uma meta de 8 a 10% a médio prazo.

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