A Polícia de Segurança Pública (PSP) lançou um novo alerta para a crescente incidência da chamada burla por falso acidente, um esquema que tem vindo a ganhar expressão nos últimos anos e que afeta sobretudo pessoas idosas e vulneráveis.
Em comunicado a PSP alerta que “entre 2021 e 2025, foram registadas 853 denúncias deste tipo de crime, com um aumento significativo em 2025”.
Segundo a PSP, este fenómeno caracteriza‑se por “abordagens presenciais altamente manipuladoras, conduzidas por indivíduos com forte capacidade de persuasão, ausência de empatia e recurso frequente à intimidação. O objetivo é sempre o mesmo: levar a vítima a entregar dinheiro de imediato, convencida de que provocou um acidente ou causou danos materiais”.
Como atuam os burlões
O método mais comum ocorre em parques de estacionamento, sobretudo de grandes superfícies comerciais. “O suspeito aborda a vítima no momento em que esta faz uma manobra — muitas vezes marcha‑atrás — e afirma que o veículo foi atingido. Segue‑se um pedido de compensação imediata, acompanhado de pressão psicológica ou ameaça física”, acrescenta o comunicado da PSP.
Há também casos em que não existe qualquer viatura envolvida. O burlão alega ter sido atropelado ou que um objeto pessoal — como óculos ou telemóvel — foi danificado. Em ambos os casos, exige pagamento imediato para evitar “complicações” com seguros ou autoridades.
Mais recentemente, surgiram situações em que os autores apresentam terminais de pagamento automático (TPA), insistindo no pagamento por multibanco no próprio local.
A PSP recomenda que, perante qualquer situação suspeita: “não entregue dinheiro no local, não aceite pressões para resolver o assunto sem autoridades ou seguradoras, ligue de imediato para o 112 ou para a PSP e registe a matrícula e características do suspeito, sempre que possível”. Desta forma, a polícia reforça que a participação destes crimes é “essencial para identificar padrões, deter os autores e prevenir novas vítimas”.
