A Renault Espanha suspendeu a atribuição de novos veículos para produção nas suas fábricas de Palência e Valladolid, e alertou para reduções no volume de produção nos próximos anos devido à ausência de novos carros elétricos, depois de não ter chegado a acordo com os sindicatos.
Segundo o jornal espanhol “La Tribuna de Automoción” os representantes dos trabalhadores rejeitarem a última proposta de acordo coletivo para 2026-2028 apresentada na reunião desta semana, que melhorava em vários aspetos a que havia sido considerada de definitiva depois da nona reunião negocial que teve lugar a 20 de abril.
Sem acordo, a Renault anunciou que “é obrigada a suspender a atribuição de veículos a Espanha, abrindo a possibilidade a outras localidades dentro da rede industrial global”.
No mesmo comunicado, a empresa afirmou ter apresentado aos sindicatos “a última oferta possível”, que incluía aumentos salariais indexados ao Índice de Preços no Consumidor (IPC) durante três anos, acrescidos de 1% adicional em 2026.
A proposta contemplava ainda a reformulação do prémio de desempenho, um aumento de 15% na taxa das horas extraordinárias, um reforço do bónus de flexibilidade e um investimento anual mínimo de 300 mil euros para melhorar as condições de trabalho nas fábricas, incluindo medidas de apoio à saúde mental.
Em cima da mesa estava também a atribuição efetiva de três novos modelos à fábrica de Palência e a continuidade da produção de dois híbridos em Valladolid. Contudo, perante o impasse, a Renault apresentou uma nova proposta negocial, desta vez com condições menos favoráveis: elimina a alocação de novos modelos e reduz as melhorias económicas, mantendo apenas os aumentos salariais ligados ao IPC.
