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Lucros da BMW recuam em 2025 pressionados pela concorrência chinesa

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A BMW encerrou 2025 com um lucro de 7.451 milhões de euros, uma queda de 3% face ao ano anterior, refletindo sobretudo o recuo nas vendas de automóveis num mercado global cada vez mais competitivo — com a China a assumir o papel de principal fonte de pressão.

Segundo os resultados divulgados quinta-feira em comunicado, a faturação total do grupo recuou 6,3%, para 133.453 milhões de euros. O lucro operacional (Ebit) também sofreu um impacto significativo, caindo 11,5% para 10.186 milhões de euros, penalizado sobretudo pelo negócio automóvel, onde o Ebit desceu 20,7%.

As vendas de automóveis diminuíram 5,9% em 2025, enquanto o segmento de motociclos recuou 2,4%. Em sentido contrário, a divisão de serviços financeiros registou um crescimento de 3,2%.

A rentabilidade operacional do negócio automóvel também perdeu força, descendo para 5,3%, face aos 6,3% registados em 2024. A BMW atribui esta quebra às depreciações e ao impacto das tarifas aplicadas às importações nos EUA e na União Europeia.

Além disso, concorrência na China — o maior mercado automóvel do mundo — foi particularmente determinante: as vendas da BMW naquele país caíram 12,5%, refletindo a crescente pressão dos fabricantes locais, sobretudo no segmento elétrico.

Perante o contexto adverso, Oliver Zipse, CEO da BMW defendeu a atual estratégia da empresa, sublinhando que “nos últimos anos, definimos o rumo certo e não precisamos mudar nossa direção estratégica. Dessa forma, podemos manter a empresa no caminho do sucesso a longo prazo”.

A administração vai propor à assembleia‑geral um aumento dos dividendos: 4,40 euros por ação ordinária (face aos 4,30 euros do ano anterior) e 4,42 euros por ação preferencial (4,32 euros em 2024). O grupo anunciou ainda a intenção de recomprar 10% do capital nos próximos cinco anos, prevendo adquirir ações próprias no valor de até 2.000 milhões de euros até 30 de abril de 2027.

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