Revistacarros

Lucro da VW em 2025 cai para mínimos de nove anos

VW logo

A VW anunciou esta terça-feira que registou em 2025 o seu pior resultado financeiro desde o escândalo Dieselgate, em 2016, com o lucro a cair para 6,9 mil milhões de euros, praticamente metade do valor obtido em 2024.

Em comunicado, o grupo alemão anunciou ainda um dos maiores cortes laborais da sua história recente: 50.000 postos de trabalho serão eliminados na Alemanha até 2030.

Tal como os seus concorrentes, a VW enfrentou pressões em importantes mercados, com as tarifas impostas pelos EUA a terem um custo elevados, bem como os custos imprevistos do plano de reestruturação.

Apesar da forte descida nos lucros, a faturação do grupo manteve-se praticamente estável em 2025, atingindo 321.913 milhões de euros (-0,8%). As vendas também pouco oscilaram, com 9,022 milhões de veículos entregues (-0,2%).

Já o lucro operacional, registou ma queda acentuada de 53,5%, para os 8.868 milhões de euros. Por seu lado a rentabilidade operacional caiu para 2,8%, face aos 5,9% registados em 2024. Entre os fatores apontados estão o impacto das tarifas norte‑americanas e a mudança de estratégia de produto da Porsche.

Por seu lado, as marcas Seat e Cupra viram o seu lucro operacional conjunto regredir para 1 milhão de euros em 2025, o que representa uma quebra de 99,8% face aos 633 milhões de 2024. A VW explicou que esta queda é justificada tarifas aplicadas ao Cupra Tavascan, produzido na China, e pelo aumento dos custos de produção — apesar de a faturação ter crescido para 15.272 milhões de euros (+5,1%).

“Após três anos intensos de realinhamento dentro do Grupo Volkswagen, estamos vendo progressos tangíveis. Ao mesmo tempo, estamos operando em um ambiente fundamentalmente diferente. Portanto, estamos determinados a continuar seguindo o rumo que traçamos. Mais um motivo para entrarmos agora na próxima fase de nossa transformação: adaptar nosso modelo de negócios às novas condições, expandir nossa presença regional, continuar nosso trabalho disciplinado de redução de custos e entregar produtos de vanguarda”, referiu Oliver Blume, CEO do Grupo VW.

A administração propôs ainda um dividendo reduzido em 17%, fixando-o em 5,26 euros por ação preferencial e 5,20 euros por ação ordinária, refletindo o abrandamento dos resultados.

 

Leia também:

Grupo VW supera quatro milhões de elétricos e reforça ambição de liderança global

Exit mobile version