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Lucro da BMW cai 23,1% no 1.º trimestre: conheça as razões

BMW elétrico 2 milhões

A BMW registou uma queda de 23,1% no lucro líquido no primeiro trimestre, para 1.672 milhões de euros, penalizada pelo impacto das tarifas aduaneiras e pelo aumento das provisões para riscos.

A fabricante alemã enfrenta um contexto global mais adverso, marcado por custos acrescidos nas exportações para os Estados Unidos e por uma concorrência cada vez mais agressiva na China.

Tarifas dos EUA cortam margem operacional

Segundo a BMW, as tarifas aduaneiras reduziram a margem operacional em 1,25 pontos percentuais, um agravamento face ao ano anterior. Recorde-se que as exportações de automóveis europeus para os Estados Unidos estão sujeitas a uma tarifa de 15%, ao abrigo do acordo UE‑EUA assinado em julho de 2025 e parcialmente implementado.

À pressão tarifária junta-se a desaceleração da procura e à necessidade de reforçar provisões, que contribuíram para o recuo dos resultados.

China pesa nas vendas

Em comunicado, a marca aponta ainda a “concorrência feroz, particularmente na China”, como um dos fatores que mais penalizou preços e volumes. No maior mercado automóvel do mundo, as entregas da BMW caíram 10% no primeiro trimestre.

Ainda assim, o grupo alemão registou um desempenho menos negativo do que os seus principais concorrentes europeus: a VW recuou 14,8% e a Mercedes 27%.

Vendas globais descem 3,5%

No primeiro trimestre, o grupo BMW — que integra as marcas BMW, MINI e Rolls‑Royce — entregou cerca de 566 mil veículos em todo o mundo, menos 3,5% do que no mesmo período de 2025, com a marca BMW a registar uma queda de 4,6%, seguida pela Rolls‑Royce: ‑8%, enquanto a MINI, impulsionada pela gama elétrica registou um crescimento de 6% (impulsionada pelos elétricos)

Apesar do crescimento da MINI, o total de veículos elétricos entregues caiu 20%. No entanto, as novas encomendas de elétricos na Europa aumentaram 40%, tornando‑se a única região em crescimento para o grupo.

O volume de negócios recuou 8,1%, para 31.007 milhões de euros, penalizado pela quebra nas vendas e pela forte concorrência na China. As vendas diminuíram 10% na China e 4% na região das Américas.

Já o  resultado operacional caiu 36,2%, para 2.004 milhões de euros. A margem operacional no segmento automóvel desceu para 5% (6,9% no ano anterior), enquanto no segmento das motos subiu para 11,4% (9,4%).

BMW mantém previsões para 2026

Apesar do trimestre difícil, o CEO Oliver Zipse, na sua última apresentação de resultados trimestrais, destacou a “consistência estratégica” e a “flexibilidade operacional” do grupo, afirmando que a BMW está bem posicionada para continuar a ter sucesso.

A marca confirmou as metas para 2026, embora admita que os resultados poderão variar consoante a evolução das condições políticas e macroeconómicas. A BMW prevê uma queda moderada do lucro antes de impostos face a 2025 e uma margem operacional entre 4% e 6% no segmento automóvel.

 

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