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Indústria automóvel alemã pode perder 125 mil empregos até 2035

Opel Rüsselsheim

A Associação da Indústria Automóvel da Alemanha (VDA) lançou um alerta contundente sobre o futuro do setor, estimando a perda de até 125 mil postos de trabalho até 2035 caso não haja ajustes na atual proposta de transição energética da Comissão Europeia, considerada demasiado rígida pela indústria.

Em comunicado, a VDA defende que, sem uma revisão das metas e dos prazos de descarbonização, a competitividade das fabricantes alemãs poderá sofrer danos profundos.

A associação apela a Bruxelas para que permita uma transição mais equilibrada, argumentando que cerca de 50 mil empregos poderiam ser preservados se os híbridos plug‑in, os extensores de autonomia e os motores de combustão — incluindo os alimentados por combustíveis renováveis — mantivessem um papel relevante no mercado.

O aviso surge num momento de forte transformação tecnológica, em que a migração para a mobilidade elétrica exige investimentos avultados e uma reestruturação profunda das cadeias de produção.

Segundo a VDA, este processo está a avançar mais rapidamente do que o previsto num estudo encomendado pela própria associação em 2024, agravado pela perda de competitividade que limita a criação de novos empregos na Alemanha.

“A situação é preocupante e demonstra que o país enfrenta uma crise económica grave e persistente. As condições de produção estão a deteriorar‑se: impostos elevados, energia cara, custos laborais altos e burocracia excessiva. A lista de desafios é interminável”, afirmou Hildegard Müller, presidente da VDA.

“A consequência é que, por razões económicas, as empresas são infelizmente obrigadas, com muita frequência, a optar por não instalar suas operações na Alemanha e na Europa, a fim de manter sua competitividade e preservar os empregos restantes no país”, concluiu Hildegard Müller.

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