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GNR regista 7.525 infrações por falta de carta de condução

GNR

A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou agora para um aumento do número de automobilistas que circulam na estrada sem carta de condução.

A tendência crescente de crimes de condução de veículo a motor sem habilitação legal, registada pela GNR é reforçada pelas 7 525 infrações verificadas em 2025.

Este valor representa um aumento de 9,29% face ao ano de 2024, o que corresponde a um acréscimo absoluto de 1 279 crimes, revelando uma trajetória preocupante que exige a atenção imediata tanto das autoridades como dos próprios condutores.

A GNR recorda que esta prática “constitui uma grave ameaça à segurança rodoviária, uma vez que condutores não habilitados apresentam, regra geral, menor conhecimento das regras de trânsito e menor capacidade de reação a situações de risco, circulando frequentemente sem seguro de responsabilidade civil válido”.

O comunicado da GNR refere ainda que a evolução desta tipologia criminal no último triénio, constata-se uma oscilação significativa, “com 8 985 crimes em 2023, descendo para 6 246 em 2024 e voltando a subir para os atuais 7 525 em 2025, revelando uma tendência recente de crescimento que merece particular atenção no âmbito da segurança rodoviária”.

Os dados indicam que os crimes de condução sem habilitação legal ocorreram sobretudo em arruamentos e estradas nacionais. Os distritos que registaram maiores subidas face a 2024 foram Setúbal com 743 (aumento de 29,40%), seguido de Faro com 834 (+17,90%), Porto com 1.005 (+14,15%), Braga com 289 (+13,14%) e Leiria com 345 (+9,77%).

“Não obstante os decréscimos verificados em alguns distritos, como a Guarda (-1,72%) ou Portalegre (-1,41%), a verdade é que 72,22% dos distritos registaram um aumento do número de ocorrências”, refere o comunicado da GNR.

A GNR salienta ainda que o “crime de condução de veículo a motor sem habilitação legal abrange tanto indivíduos que nunca obtiveram carta de condução, como aqueles que ultrapassaram o prazo legal de renovação (superior a 10 anos), sendo estes últimos uma minoria”.

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