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Exportações de automóveis da China dispararam em 2025

BYD China

As exportações de automóveis da China cresceram 21% em 2025, impulsionadas pelo aumento da procura de veículos elétricos, num ano em que a procura interna continuou a abrandar.

Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, informou esta quarta-feira, que à medida que os fabricantes chineses prosseguem com as suas estratégias de expansão internacional, as exportações de veículos de novas energias, modelo elétricos e híbridos, duplicaram face ao ano anterior, atingindo 2,6 milhões de unidades.

No conjunto, as exportações de veículos da China ultrapassaram as 7 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 21%, face a 2024.

As expetativas é que as exportações de automóveis chineses continuem a crescer em 2026, à medida que os fabricantes tentam contornar uma guerra de preços cada vez mais intensa no mercado interno, num contexto de enfraquecimento da procura.

Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, revelou ainda que as vendas de automóveis de passageiros no maior mercado automóvel do mundo, sofreram uma forte travagem em dezembro, ao recuarem 18%, em termos homólogos, após uma descida de quase 7% em novembro.

Apesar da queda na venda de automóveis no mercado interno, o secretário-geral da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, outro organismo do setor, já veio prever que as exportações chinesas de veículos elétricos para a UE aumentem em média, cerca de 20% por ano entre 2026 e 2028.

Para isso, pode contribuir o acordo alcançado na segunda-feira entre a China e a União Europeia com um conjunto de medidas para resolver o impasse em torno das exportações de veículos elétricos fabricados na China para o mercado da União Europeia, um desenvolvimento que, segundo analistas, deverá impulsionar ainda mais as exportações chinesas de veículos elétricos para a Europa.

Atualmente, os mercados externos representam menos de 10% das receitas da maioria das vendas dos fabricantes chineses, embora as principais marcas, como a BYD, tenham uma contribuição maior das receitas internacionais.

Os principais destinos das exportações deverão continuar a ser a Rússia, a América Latina, o Médio Oriente, a Europa e o Sudeste Asiático, que em conjunto representaram cerca de 70% do volume de 2025.

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