ACAP exige maior rigor nos centros de inspeção para travar entrada de usados “sem filtro”.
A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) defendeu esta terça-feira um reforço imediato da fiscalização nos centros de inspeção periódica, alertando que a falta de controlo sobre componentes críticos — como os filtros de partículas — está a facilitar a entrada em Portugal de veículos usados com tecnologias de emissões obsoletas ou mesmo removidas.
Em declarações na apresentação dos dados anuais do setor, o vice-presidente da ACAP, Pedro Lazarino, apontou o dedo à “incerteza” que atualmente envolve a avaliação técnica dos automóveis importados. “Basta haver um controlo nos centros de inspeções sobre a questão de o carro ter filtro de partículas ou não, já cria uma incerteza”.
Se houver maior fiscalização nos centros de inspeção com os filtros de partículas, de acordo com a ACAP, um potencial comprador já não vai querer comprar um carro sem saber a sua exata condição.
A proposta surge num contexto em que mais de metade dos veículos matriculados em Portugal já são usados provenientes do estrangeiro. Para a ACAP, a banalização da importação sem rastreio eficaz está a penalizar não só o ambiente, mas também a competitividade do comércio nacional e a segurança dos consumidores.
