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Cinco erros ao volante que transformam a condução num perigo

Numa altura em que o Parlamento Europeu deu “luz verde” à atualização das regras sobre cartas de condução na União Europeia (UE), e em que aprender a conduzir com tutor passa a ser possível, a Fundação espanhola de segurança rodoviária CEA revelou um estudo que identifica cinco erros ao volante que transformam a condução num risco para todos.

Tratam‑se de pequenas manias e comportamentos incorretos, muitas vezes impercetíveis, mas que podem multiplicar o risco de acidentes e colocar em perigo não só o condutor, mas todos à sua volta.

1. Distrações constantes

O uso do telemóvel é hoje uma das principais causas de acidentes rodoviários. Atender chamadas, enviar mensagens, consultar redes sociais ou navegar na internet desvia a atenção do que realmente importa: a estrada. A perda de foco reduz drasticamente o tempo de reação e aumenta a probabilidade de colisões.

telemóvel ao volante

Mas o telemóvel não é o único fator de distração. Ajustar o GPS, mudar a estação de rádio, comer, beber ou envolver‑se em conversas intensas com passageiros também fragmenta a atenção. Cada segundo de distração é um segundo em que o condutor deixa de controlar plenamente o veículo.

Para evitar distrações, é importante programar o GPS antes de iniciar a viagem, ativar o modo silêncio do telemóvel durante a condução e adotar uma condução atenta, antecipando o que acontece na estrada.

2. Circular demasiado perto do veículo da frente

A falta de distância de segurança entre veículos é um dos erros mais comuns — e mais perigosos. Conduzir colado ao carro da frente elimina a margem de manobra necessária para reagir a uma travagem brusca ou a um imprevisto. O resultado mais frequente são colisões traseiras, muitas vezes evitáveis.

Boas práticas para reduzir o risco incluem manter uma visão ampla da estrada, evitar seguir outro veículo no limite da velocidade e ajustar a velocidade sempre que o trânsito se torna imprevisível.

3. Travagens e acelerações bruscas

A condução agressiva — marcada por travagens repentinas e arranques bruscos — compromete a estabilidade do veículo, aumenta o consumo de combustível e acelera o desgaste de componentes mecânicos. Além disso, cria um ambiente de tensão que favorece lapsos de atenção.

A condução defensiva, baseada na observação contínua da estrada, da sinalização e do comportamento dos outros utilizadores, permite ajustar a velocidade de forma gradual. Usar o travão‑motor, manter um ritmo constante e antecipar semáforos ou curvas são estratégias que tornam a condução mais segura e eficiente.

4. Falta de sinalização

Sinalizar não é um gesto burocrático: é um aviso essencial para que outros condutores possam antecipar as suas intenções. Mudar de faixa, entrar numa rotunda ou virar num cruzamento sem pisca — ou acioná‑lo apenas no último instante — cria situações de risco e aumenta a probabilidade de colisões laterais ou manobras inesperadas.

5. Excesso de confiança ao volante

A experiência pode ser uma aliada, mas também uma armadilha. Condutores habituados à rotina tendem a subestimar riscos, relaxar a atenção e executar manobras com menos cautela. O excesso de confiança reduz a perceção de perigo e abre espaço para erros que, em segundos, podem resultar em acidentes graves.

Reconhecer que a estrada é imprevisível — independentemente da experiência — é fundamental para manter uma postura vigilante e responsável.

 

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