A BYD quer assumir, até 2030, a liderança absoluta da indústria automóvel mundial — não apenas na produção, mas também nas vendas.
A meta foi reafirmada pelo fundador e presidente da empresa, Wang Chuanfu, durante a assembleia anual de acionistas, num momento em que o grupo chinês acelera a inovação tecnológica e reforça a sua presença internacional.
Segundo declarações citadas pelo portal económico chinês “Yicai”, Wang defendeu que um “sistema tecnológico maduro” permitirá à BYD crescer em simultâneo nos mercados interno e externo, mesmo num contexto desafiante marcado pela guerra de preços na China e pela redução dos incentivos fiscais à compra de veículos elétricos.
O líder da BYD destacou que a nova geração de baterias e tecnologias de carregamento ultrarrápido — desenvolvidas para responder às principais preocupações dos utilizadores — é apenas o início. Nos próximos dois anos, prometeu a chegada de “muitas mais tecnologias novas e exclusivas”, reforçando a estratégia de diferenciação da empresa.
Wang considera que a conjuntura atual — marcada pela subida dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio no estreito de Ormuz — favorece a BYD e acelera a transição para soluções elétricas. No entanto, a empresa sentiu o impacto da redução das isenções fiscais na China. Como resultado, as vendas caíram 30% no primeiro trimestre, para pouco mais de 700 mil unidades. A recuperação nos dois meses seguintes, porém, permitiu que o acumulado dos primeiros cinco meses ficasse praticamente alinhado com o de 2025.
Internacionalização como motor de crescimento
A desaceleração do mercado chinês levou a BYD — tal como outras fabricantes do país — a acelerar a expansão internacional. Em maio, as vendas no exterior cresceram 81%, ultrapassando os 160 mil veículos, impulsionadas pela produção local em mercados estratégicos como Brasil e Tailândia, e futuramente Hungria.
Paralelamente, a empresa estuda um investimento de cerca de dois mil milhões de euros para instalar 3.000 postos de carregamento ultrarrápido de 1.500 kW na Europa até ao final do próximo ano. A rede já começou a ser implementada na Alemanha e no Reino Unido.
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