Todos os anos, o mundo automóvel despede-se de alguns modelos. Em 2026, a lista de descontinuados inclui nomes que marcaram – do desportivo japones ao SUV descapotável alemão. Se sempre sonhou com um destes carros, esta é a última oportunidade de os comprar novos.
1. Audi A1 e Audi Q2 – o adeus ao premium compacto
A Audi foi pioneira ao lançar o A1 em 2010, criando um novo segmento: o utilitário premium. O sucesso foi grande, e quatro anos depois chegou o Q2, um SUV compacto que enfrentou rivais ferozes como o BMW X1 e o Mercedes GLA.
Mas as vendas caíram a pique após 2020. A marca de Ingolstadt percebeu que as margens nestes carros eram demasiado baixas para manter os seus padrões de qualidade. Assim, tanto o A1 como o Q2 vão sair de produção em 2026. Quem quiser um Audi pequeno e acessível terá de se apressar.
2. BMW Z4 e Toyota GR Supra – parceria de sonho chega ao fim
Duas lendas, um adeus conjunto. O BMW Z4 Roadster despede-se este ano, levando consigo o fim da produção na fábrica austríaca da Magna Steyr – onde, curiosamente, os construtores chineses Xpeng e GAC estão agora a ganhar terreno.
Mas o impacto maior sente-se no lado japonês. O Toyota GR Supra, que partilhava plataforma, motores e caixas com o Z4, também desaparece das linhas de montagem. No entanto, a Toyota já garantiu que o nome Supra não morrerá – provavelmente renascerá como um desportivo 100% elétrico.
3. Ford Kuga – o solitário de Almussafes
O Ford Kuga é, neste momento, o único modelo produzido na fábrica de Almussafes (Valência). E, surpreendentemente, vai deixar de ser fabricado em 2026. A versão norte-americana, chamada Escape, já tinha saido de cena em 2025.
O problema é que o próximo modelo anunciado para a fábrica espanhola só chegará em 2028. Isto significa quase um ano de paragem na produção. A Ford está a negociar com a Geely para antecipar a chegada de um novo veículo, mas, por agora, o Kuga é história.
4. Honda Civic Type R – o fim de um ícone dos tração dianteira
Durante 30 anos e seis gerações, o Honda Civic Type R foi uma referência entre os desportivos compactos de tração dianteira. Evoluiu de 185 para 310 CV, conquistou fãs e críticos com o seu motor de altas rotações e aparência agressiva.
A sua despedida em 2026 deve-se às normas de emissões da União Europeia, cada vez mais rigorosas. A Honda não consegue cumprir os objetivos de consumo sem investir pesadamente. A designação Type R pode não desaparecer, mas provavelmente não voltará num Civic – poderá ser um modelo elétrico com outro nome.
5. Hyundai i10 – o último dos citadinos baratos
O segmento A (carros pequenos) tem sofrido nos últimos anos. Mas o Hyundai i10 resistiu durante três gerações, desde 2008. Em 2026, porém, o pequeno utilitário dá o seu último suspiro.
Os motores de combustão em carros tão pequenos tornaram-se pouco rentáveis. Além disso, as normas europeias penalizam-nos com um fator de emissões extra devido ao seu tamanho. A fábrica turca onde o i10 é produzido está a ser reconvertida para fabricar elétricos. O i10 será uma das últimas vítimas do adeus aos citadinos a gasolina.
6. Volkswagen T-Roc Cabriolet – o último descapotável da marca
A Volkswagen tem uma tradição de carros descapotáveis que remonta a mais de 70 anos – do Golf Cabriolet ao Beetle. O T-Roc Cabriolet assumiu esse legado, mas em 2026 também se despede.
No ano passado, venderam-se apenas 12.000 unidades do T-Roc Cabriolet (menos de 10% do total do SUV). Com margens baixas e o fecho da fábrica de Osnabrück – especialista em descapotáveis do grupo – a Volkswagen decide acabar com esta tradição. Quem quiser andar de teto aberto num VW terá de procurar em segunda mão.
