A instabilidade no Médio Oriente e a crescente volatilidade dos mercados globais de energia estão a reforçar a urgência de acelerar a transição do transporte rodoviário para soluções que reduzam a dependência de combustíveis fósseis.
Para a ACEA — associação que representa os fabricantes automóveis europeus — este contexto torna ainda mais evidente a necessidade de um quadro político “tecnologicamente neutro” que permita tornar as opções de mobilidade de emissões zero mais acessíveis para consumidores e empresas.
Em comunicado, revelado esta terça‑feira, Sigrid de Vries, diretora‑geral da ACEA, sublinha que “uma estratégia de descarbonização tecnologicamente neutra, que inclua a eletrificação e os combustíveis renováveis, é essencial para proteger os consumidores de choques de preços e garantir uma transição bem‑sucedida para a mobilidade neutra em carbono”.
Eletricidade mais barata para acelerar a mobilidade elétrica
Desta forma, a ACEA defende que os decisores políticos enviem um sinal claro: “a eletricidade tem de se tornar a fonte de energia mais acessível para o transporte rodoviário”. Para isso, a associação considera fundamental reduzir o custo da energia utilizada no carregamento de veículos elétricos.
A associação aponta a necessidade de rever a Diretiva da UE sobre Tributação da Energia, bem como impostos e taxas nacionais, para garantir preços mais competitivos e previsíveis. Segundo a ACEA, “só assim será possível incentivar cidadãos e empresas a optarem por veículos de emissões zero”.
Incentivos aos combustíveis renováveis
O setor automóvel europeu alerta ainda que muitas das medidas de curto prazo adotadas para aliviar o preço dos combustíveis não distinguem o teor de carbono das diferentes fontes energéticas. A ACEA defende que os “governos devem incentivar combustíveis renováveis, garantindo que quanto maior for a sua percentagem na matriz energética, maior deverá ser o alívio fiscal aplicado ao consumidor”, acrescenta o comunicado.
Os fabricantes europeus afirmam ainda estar totalmente empenhados na transição energética. Segundo a ACEA, as marcas do setor já disponibilizam “mais de 250 modelos de automóveis elétricos, 50 modelos de comerciais ligeiros, 50 camiões de emissões zero e 25 autocarros elétricos, demonstrando que a oferta está a acompanhar a ambição climática europeia”.
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