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Abarth quer transformar o Grande Panda num desportivo

Fiat Grande Panda

A Abarth foi uma das primeiras marcas da Stellantis a abraçar a eletrificação total na Europa, comprometendo‑se com uma gama exclusivamente elétrica muito antes de várias das suas congéneres.

No entanto, a aposta não tem rendido os frutos esperados. Com apenas dois modelos totalmente elétricos — Abarth 500e e Abarth 600e — a marca italiana de performance continua longe de convencer os seus fãs e de atingir os objetivos de vendas definidos pelo grupo.

Perante este cenário, a marca do “Escorpião” está a reavaliar a sua estratégia e pondera agora lançar um novo modelo com motor a combustão interna. E o candidato mais provável já existe dentro do catálogo Stellantis: o Fiat Grande Panda.

O pequeno crossover assenta na plataforma Smart Car, capaz de receber motorizações a gasolina, híbridas ligeiras ou totalmente elétricas, consoante o mercado. Com a intervenção da Abarth — mais potência, afinação de chassis e um visual mais agressivo — o Grande Panda pode transformar‑se numa proposta desportiva capaz de revitalizar a marca.

Segundo o britânico “Autocar, o projeto já está em fase inicial de desenvolvimento, embora ainda sem aprovação final. Questionado sobre a possibilidade de um Grande Panda com ADN Abarth, Gaetano Thorel, responsável pela Abarth e Fiat na Europa, deixou apenas uma pista: “Certamente, vamos aproveitar o legado da Abarth em algo mais. É tudo o que podemos dizer agora.”

A tradição da marca sugere que o interior deverá receber um ambiente mais desportivo, com bacquets, volante de fundo plano e pedais em alumínio. Já debaixo do capot, o atual motor 1.2 turbo de três cilindros do Grande Panda poderá evoluir para um sistema híbrido com dois motores elétricos, garantindo a potência e a resposta dinâmica que se espera de um Abarth moderno.

Com as vendas dos elétricos aquém do previsto e uma comunidade de fãs que continua a valorizar o som, a emoção e a mecânica tradicional, a Abarth parece pronta para recuperar parte da sua identidade histórica — agora com uma abordagem híbrida que pode unir o melhor de dois mundos.

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