Revistacarros

2026 promete ser um ano desafiante para setor automóvel

VW fábrica

A quarta maior agência de notação de risco (rating) do mundo, que fornece análises independentes de crédito para governos, instituições financeiras e empresas, a Morningstar DBRS, acredita que 2026 será um ano desafiante para o setor automóvel, com uma estabilização das vendas e lucros, apesar de um crescimento estimado de 2% nas vendas de ligeiros de passageiros no ano passado.

A mais recente análise da consultora para ao setor automóvel aponta que os desafios na indústria, o crescimento lento e a concorrência intensa fazem com que não espere que a qualidade de crédito do setor automóvel global “melhore significativamente nos próximos dois anos”.

“Esperamos que o volume de veículos de passageiros aumente apenas modestamente nos próximos dois anos e que a quota de veículos elétricos a bateria e híbridos continue a aumentar na Ásia e na Europa”, referem os autores da análise divulgada pela Morningstar DBRS .

A mesma análise estima um crescimento de cerca de 2% nas vendas globais de veículos, para 2026 e 2027, apesar de uma desaceleração na China, o maior mercado mundial, pela diminuição dos incentivos.

O mercado dos EUA deverá manter-se estável, próximo dos 16 milhões de automóveis, enquanto na Europa deverá registar “uma ligeira recuperação” nos veículos de passageiro, cujo volume de vendas deverá crescer 2%, para 13,5 milhões, sobretudo pelo crescimento de híbridos e elétricos a bateria.

Quanto aos preços, a Morningstar DBRS acredita que, devido ao ambiente económico de baixo crescimento e ao excesso de capacidade de produção na China e na Europa, as fabricantes não tenham margem para aumentos significativos dos preços nos próximos dois anos.

Já no que respeita à eletrificação, a consultora estima que, este ano, a quota de registos de veículos híbridos e 100% elétricos represente 65% na China e 30% na Europa, fruto do desenvolvimento da infraestrutura de carregamento e desenvolvimentos na tecnologia de baterias.

Nos EUA, deverá haver uma estagnação na adoção de veículos totalmente elétricos, numa consequência da retirada da política de incentivos, falhas nas infraestruturas e custos elevados – levando algumas fabricantes a focar-se na produção de híbridos e veículos com motor de combustão interna.

Face a um mercado global tão diversificado, os autores deste comentário antecipam que as fabricantes também diversifiquem as suas estratégias, com “um foco aumentado em termos de mercados, tecnologias e classe de veículos”.

A análise da Morningstar DBRS avança ainda que o ambiente competitivo na China está a prejudicar as fabricantes estrangeiras no país e a transição tecnológica na Europa e na Ásia compreende investimentos fortes, “o que está a pressionar as margens operacionais e os fluxos de caixa”.

Além disso, o impacto das taxas alfandegárias, que “continuam a contribuir para incertezas geopolíticas e regulatórias, com um potencial impacto adverso na operação e desempenho financeiro das fabricantes”.

Exit mobile version